Os Estados Unidos estão se preparando para retomar o bloqueio naval contra o Irã, impedindo que navios cheguem aos portos iranianos. A medida foi anunciada após o presidente Donald Trump impor novas restrições e ameaçar cobrar taxas sobre embarcações comerciais que passam pelo Estreito de Ormuz, uma região importante para o transporte de petróleo no mundo.
As Forças Armadas dos Estados Unidos estão se preparando para retomar o bloqueio de navios com destino a portos iranianos. A informação foi dada por um funcionário do governo americano nesta segunda-feira, 13 de julho. A decisão acontece depois que o presidente Donald Trump anunciou o retorno das restrições para parte das embarcações que atravessam o Estreito de Ormuz e também disse que pretende cobrar uma taxa sobre navios comerciais.
- Novo bloqueio: Os EUA vão tentar impedir novamente que navios cheguem ao Irã, em uma operação que promete ser desafiadora.
- Taxa de 20%: Trump quer cobrar uma taxa de 20% do valor da carga dos navios que passam pelo Estreito de Ormuz.
- Desafios militares: Os militares americanos terão que repetir uma operação que já foi feita antes, mas que enfrentou muitos problemas.
- Sem protocolo: Não existia um plano oficial para um bloqueio tão grande, algo que não era feito desde a crise dos mísseis em Cuba, há décadas.
- Área gigante: O Mar da Arábia é muito grande, o que dificulta muito impedir a passagem de todos os navios.
O capitão Timothy Hawkins, porta-voz do CENTCOM (Comando Central dos EUA), disse à CNN que os preparativos para restabelecer o bloqueio já estão em andamento. Ele afirmou que mais informações sobre quando e como a operação será realizada devem ser divulgadas nas próximas horas.
Quando perguntado sobre a possibilidade de cobrar taxas que, segundo Trump, seriam de 20% do valor da carga dos navios, Hawkins disse que as perguntas deveriam ser encaminhadas à Casa Branca.
Autoridades militares disseram à CNN que os soldados enfrentaram diversos problemas durante o bloqueio anterior e agora terão que repetir a operação.
Segundo autoridades americanas, não existia um protocolo oficial para aplicar um bloqueio marítimo tão grande. Algo assim não era feito há décadas, desde a crise dos mísseis em Cuba.
Como parte da operação anterior, os militares dos EUA usaram caças que não foram projetados para patrulhamento no mar para monitorar embarcações e, se necessário, usar armas.
De acordo com as autoridades, cerca de dez navios-tanque foram interceptados durante o bloqueio anterior depois de ignorarem vários avisos dados pelos militares americanos.
A retomada do bloqueio também aumenta a carga de trabalho dos destróieres dos EUA, que precisam monitorar e agir contra embarcações suspeitas, ao mesmo tempo em que protegem cerca de 20 mil marinheiros em operação no mar.
Além disso, o Mar da Arábia cobre uma área muito grande, o que torna uma tarefa muito difícil impedir que qualquer navio-tanque atravesse a região, afirmaram as autoridades.

O petroleiro Universal Winner chega a Ulsan após deixar o Estreito de Ormuz. (Foto de Hwawon Ceci Lee/Anadolu via Getty Images)


