14 de julho de 2026

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Inverno pode aumentar excessos na alimentação; veja como evitar

Geral Alimentação 13/07/2026 09:37 Paulo Novais (Tinteiro Assessoria de Imprensa)

Com a queda da temperatura, muitas pessoas passam a comer mais massas, sopas, queijos e fondue, o que pode aumentar o consumo de calorias sem perceber. Uma médica nutróloga explica como fazer escolhas mais saudáveis no frio sem abrir mão do conforto.

Uma massa no almoço, uma sopa ou um caldo no jantar, um fondue no fim de semana. Quando menos se percebe, o inverno não muda só a temperatura: ele também mexe na alimentação. Refeições mais quentes, densas e calóricas passam a ocupar um espaço maior no prato, junto com a vontade de comer alimentos que trazem conforto e saciedade.

Segundo a médica nutróloga Dra. Mariana Wogel, essa mudança não acontece apenas por hábito. O frio pode aumentar a sensação de fome e favorecer escolhas mais pesadas. O maior risco está na forma como isso se traduz na rotina alimentar: mais queijos, molhos cremosos, embutidos, frituras e sobremesas, com menos vegetais, fibras e alimentos frescos.

  • O frio aumenta a vontade de comer comidas mais quentes e calóricas, como massas, sopas e fondue
  • O consumo de vegetais, frutas e água costuma cair no inverno, o que pode prejudicar a saúde
  • Uma sopa pode ser saudável, mas, se tiver creme de leite, bacon e muito queijo, vira uma bomba calórica
  • Pratos de conforto no inverno podem aumentar o peso e sobrecarregar a digestão
  • É possível comer bem no frio sem exageros, com sopas leves, chás e refeições caseiras equilibradas

Não é raro que o inverno traga uma mudança silenciosa na rotina alimentar. A pessoa passa a escolher alimentos mais quentes e mais pesados, às vezes sem perceber que aumentou bastante a densidade calórica da dieta, afirma.

A estaçãotambém favorece pratos de conforto, como massas, sopas encorpadas, chocolate quente e fondue. O problema, segundo a médica, não está no prato típico de inverno em si, mas na repetição e na composição. Uma sopa, por exemplo, pode ser nutritiva e equilibrada, mas também pode se tornar uma refeição rica em gordura e sódio quando leva creme de leite, bacon, embutidos e excesso de queijo.

O mesmo vale para caldos engrossados com batata ou mandioca em excesso, massas com molhos pesados e preparações muito carregadas. Nesses casos, o aumento de calorias pode pesar não só na balança, mas também na digestão e na qualidade da dieta como um todo.

Muita gente reduz fruta, salada e água no frio e passa a comer de forma mais concentrada, como cremes, molhos, queijos, embutidos e doces, por serem mais gordurosos e mais confortantes. O corpo sente isso, diz Dra. Mariana Wogel.

A orientação, afirma, não é cortar os pratos típicos da estação, mas fazer escolhas mais conscientes. Sopas com legumes e proteína, com menos creme, costumam funcionar melhor. Molhos podem ser mais leves. Queijos e embutidos não precisam virar a base da refeição. E a hidratação continua importante, mesmo quando a sede diminui.

A médica também destaca a importância de manter o equilíbrio e priorizar preparações quentes com melhor perfil nutricional. Sopas mais leves, chás, vegetais e refeições feitas em casa ajudam a atravessar a estação sem exageros.

Para ela, entender que o inverno muda o comportamento alimentar é o primeiro passo para evitar excessos sem transformar a estação em um período de restrição. O frio pode aumentar a vontade de comer comidas mais pesadas, mas isso não significa que toda refeição precise ser mais gordurosa. Dá para comer bem, com conforto e sem perder o equilíbrio, afirma.