A programação terá cursos, oficinas e mesas de debates, além do lançamento de dezenas de livros.
Entre os dias 28 e 31 de julho, o campus Darcy Ribeiro da Universidade de Brasília (UnB) vai receber o 14º Congresso Nacional de Pesquisadores(as) Negros(as), o Copene.
Segundo os organizadores, milhares de pessoas são esperadas para o maior encontro de intelectuais, acadêmicos e estudiosos negros do Brasil, além de pesquisadores de outros países da América Latina.
- O evento acontece entre os dias 28 e 31 de julho de 2026 no campus Darcy Ribeiro da UnB, em Brasília.
- É o maior encontro de pesquisadores negros do Brasil e também conta com participantes de outros países da América Latina.
- A UnB foi a primeira universidade federal a adotar cotas raciais, em 2003, e hoje todas as 69 universidades federais têm cotas.
- A programação inclui minicursos, oficinas, painéis, mesas redondas e lançamento de dezenas de livros.
- O número de negros com diploma de ensino superior no Brasil cresceu quase quatro vezes entre 2000 e 2022, mas ainda é bem menor que o de brancos.
"O Copene é um espaço estratégico para divulgar a produção científica, fortalecer as redes de pesquisa, valorizar os saberes afro-brasileiros e criar propostas para promover a igualdade racial e a justiça social", diz a divulgação do evento.
A programação prevê a realização de minicursos, oficinas, painéis e mesas redondas durante o Copene, além do lançamento de dezenas de livros.
O congresso na UnB é organizado pelo Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da universidade (NEAB/UnB), pela Associação Brasileira de Pesquisadores(as) Negros(as) (ABPN) e pelo Consórcio Nacional de Núcleos de Estudos Afro-Brasileiros (CONNEABS).
A UnB é reconhecida como a primeira instituição federal de ensino a adotar um programa de acesso acadêmico por meio de cotas raciais, em 2003. Atualmente, todas as 69 universidades federais do país têm cotas raciais, por causa da Lei de Cotas (Lei 12.711/2012).
Acesso às universidades e à pesquisa
Com as políticas afirmativas, o número de pessoas negras (pretas e pardas) com curso superior no Brasil cresceu nos últimos anos. Segundo o Censo do IBGE, a proporção de pessoas pardas com graduação subiu de 2,4% para 12,3%, e a de pessoas pretas passou de 2,1% para 11,7% entre 2000 e 2022.
Essas proporções, no entanto, ainda são menos da metade do percentual de pessoas brancas que têm curso superior (25,3%).
No mesmo período, o percentual de doutores negros no comando de grupos certificados pelo CNPq passou de 8,1% para 22,6%. A proporção de pessoas pretas e pardas no total da população é bem maior: 55,5%. Há no país cerca de 15 mil pesquisadores negros.

Marcello Casal jr/Agência Brasil



