10 de julho de 2026

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Médicos alertam sobre os perigos das canetas de emagrecimento sem registro

Geral Alerta 10/07/2026 18:01 Lucas Vieira - Bahia Notícias bahianoticias.com.br

As principais entidades médicas do Brasil, como a Sociedade Brasileira de Diabetes e a Sociedade Brasileira de Endocrinologia, reforçaram o alerta sobre os riscos do uso de canetas emagrecedoras que não são aprovadas pela Anvisa. Elas pedem que os pacientes usem apenas medicamentos registrados no país, pois produtos fabricados no Paraguai podem ter variações perigosas na concentração dos ingredientes, colocando a saúde em risco.

As principais entidades médicas do país voltaram a alertar sobre os riscos do uso de canetas emagrecedoras que não têm registro na Anvisa. A Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (ABESO) divulgaram uma nota nesta sexta-feira (10) pedindo que os pacientes usem apenas produtos aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

  • As canetas emagrecedoras do Paraguai não têm garantia de segurança ou eficácia.
  • Uma amostra analisada tinha 60% mais substância ativa do que o informado no rótulo.
  • Esses medicamentos são muito complexos e exigem controle rigoroso de qualidade.
  • O uso de produtos sem registro pode causar reações adversas graves.
  • A Anvisa já havia alertado que esses produtos não são equivalentes aos registrados no Brasil.

O posicionamento foi divulgado depois que a Unicamp analisou canetas fabricadas no Paraguai. As entidades explicaram que encontrar a substância tirzepatida nas amostras não significa que os produtos sejam seguros ou equivalentes aos aprovados no Brasil. Para isso, seriam necessários estudos específicos de bioequivalência e outros testes regulatórios.

A manifestação reforça o que a Anvisa já havia dito: os testes de laboratório não mostraram equivalência entre os produtos paraguaios e os medicamentos registrados no país. As associações também destacaram que uma das amostras tinha uma concentração cerca de 60% maior do que a informada no rótulo, enquanto outras tinham diferenças importantes em relação ao produto de referência.

Riscos para a saúde dos pacientes

"Esses peptídeos são moléculas muito complexas, cuja fabricação exige um controle de qualidade rigoroso para garantir a identidade molecular, pureza, estabilidade, esterilidade e desempenho clínico. Por serem aplicados por injeção, também dependem de condições adequadas de fabricação, armazenamento e transporte", afirmam as entidades.

Na avaliação das entidades, essa variação na concentração pode aumentar o risco de reações adversas e comprometer a segurança dos pacientes. O documento lembra que medicamentos desse tipo são moléculas complexas, que precisam de controle de qualidade rigoroso e condições adequadas de armazenamento e transporte.

Recomendação final das entidades

"A regra geral é que medicamentos só podem ser vendidos no Brasil depois de receberem o registro sanitário da Anvisa, conforme a Lei nº 6.360/1976. Diante dessas evidências, SBEM, SBD e ABESO recomendam que os pacientes usem exclusivamente medicamentos registrados na Anvisa e comprados em canais regulares de venda", conclui a nota.