09 de julho de 2026

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Operação da PF contra ataques ao Banco Central

Geral Operação 09/07/2026 18:01 Redação - Bahia Notícias bahianoticias.com.br

A Polícia Federal investiga um grupo suspeito de usar redes sociais para atacar a credibilidade do Banco Central e intimidar jornalistas. O principal alvo é o publicitário Thiago Miranda, que intermediou um investimento milionário em um documentário sobre Jair Bolsonaro.

A Polícia Federal (PF) fez uma operação na manhã desta quinta-feira (9). É a 10ª fase da Operação Compliance Zero. O objetivo é investigar um grupo que usava as redes sociais para atacar e diminuir a confiança no Banco Central do Brasil.

  • O principal alvo da operação é o publicitário Thiago Miranda, dono da agência Mithi.
  • Ele é investigado por ter intermediado um investimento de R$ 62 milhões no documentário 'Dark Horse', que fala sobre a vida de Jair Bolsonaro.
  • A polícia cumpre dois mandados de busca e apreensão em Brasília, autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
  • O grupo também é suspeito de intimidar jornalistas e monitorar ilegalmente pessoas ligadas a autoridades públicas.
  • Os investigados podem responder por crimes como organização criminosa e violação de dados de computadores.

O publicitário Thiago Miranda, dono da agência Mithi, ganhou destaque na investigação. Ele intermediou o investimento de R$ 62 milhões feito pelo empresário Daniel Vorcaro no documentário Dark Horse, que conta a trajetória de Jair Bolsonaro. Por ordem do STF, os policiais cumprem dois mandados de busca e apreensão em Brasília.

Segundo a PF, além dos ataques ao Banco Central, as investigações tentam desmontar uma possível organização criminosa. Esse grupo usava táticas de intimidação contra jornalistas e fazia monitoramento ilegal de pessoas ligadas a autoridades públicas. Eles também são suspeitos de obter informações sigilosas de forma ilegal e tentar atrapalhar investigações criminais que já estavam em andamento.

De acordo com a polícia, os envolvidos podem responder por crimes contra o sistema financeiro nacional, organização criminosa e atrapalhar a investigação de organizações criminosas. Além disso, podem ser acusados de violar dados e invadir dispositivos de informática.

A Polícia Federal informou que as investigações continuam para entender melhor a atuação do grupo e identificar todos os participantes.