08 de julho de 2026

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Documentário mostra a luta das mulheres negras em Salvador

Geral Documentário 07/07/2026 18:00 Redação - Bahia Notícias bahianoticias.com.br

Salvador vai receber a estreia do documentário 'Juntas pelo Bem Viver', que conta a história dos 10 anos da Marcha das Mulheres Negras. O evento também vai lançar um estudo sobre como está a vida das mulheres negras no Brasil hoje, mostrando o que melhorou e o que ainda precisa mudar. Depois do filme, vai ter um debate com mulheres importantes que participaram dessa luta.

Dez anos depois da grande caminhada de 2015 em Brasília, a história e a luta das mulheres negras vão virar filme. Salvador vai receber a primeira exibição do documentário "Juntas pelo Bem Viver: Vozes da Marcha das Mulheres Negras". A sessão será no dia 14 de julho, às 19h30, no Cine Glauber Rocha, e os ingressos são gratuitos, podendo ser retirados na bilheteria do cinema a partir das 18h30.

  • O documentário mostra a história da Marcha das Mulheres Negras, que começou em 2015.
  • O filme vai ser exibido de graça em um cinema de Salvador, no dia 14 de julho.
  • Além do filme, vai ter o lançamento de um estudo sobre os direitos das mulheres negras no Brasil.
  • O documentário entrevista mulheres de diferentes idades que participaram da luta.
  • Depois da exibição, vai ter um debate com as pessoas que fizeram o filme e convidadas especiais.

Além do filme, também vai ser lançado o estudo "Da Marcha ao Bem Viver: uma década de avanços, desafios e disputas pelos direitos das mulheres negras no Brasil". O evento é uma celebração de dez anos de luta política, mostrando o que melhorou e o que ainda precisa ser conquistado pelas mulheres negras no país. A programação vai começar com a apresentação da pesquisa, depois a exibição do filme e, por fim, um debate com a equipe e convidados.

O documentário foi feito pelo Instituto Mídia Étnica e liga o passado e o presente do movimento, mostrando as mudanças entre a primeira marcha e o segundo grande ato, que aconteceu em novembro de 2025. A história do filme é contada a partir dos depoimentos de três mulheres de diferentes gerações: Valdecir Nascimento, uma das principais organizadoras da Marcha de 2015; Juliana Gonçalvez, ativista e pesquisadora do assunto; e Keise Helena, uma jovem estudante de ciências sociais que participou do ato pela primeira vez em 2015.

Antes do filme, o público vai conhecer os dados do estudo "Da Marcha ao Bem Viver". Feito pelas organizações Gênero e Número, Observatório da Branquitude e Oxfam Brasil, em parceria com a Marcha das Mulheres Negras, a pesquisa usa dados e opiniões de ativistas para mostrar como está o Brasil hoje. O documento usa como ponto de partida as reivindicações da Carta da Marcha de 2015, medindo o que avançou e o que ainda é um obstáculo para garantir os direitos das mulheres negras nos últimos dez anos.