07 de julho de 2026

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Ministra da Finlândia diz que Otan deve manter a calma com Trump

Geral Otan 07/07/2026 15:21 CNN Brasil cnnbrasil.com.br

Elina Valtonen afirma que a frustração do presidente americano foi essencial para que os aliados da aliança militar percebessem a seriedade da situação.

A ministra das Relações Exteriores da Finlândia, Elina Valtonen, falou hoje à CNN em Ancara, na Turquia, onde está sendo realizada a cúpula da Otan deste ano.

Questionada sobre as reclamações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que alguns países da aliança militar não apoiaram a guerra contra o Irã ou não estão cumprindo a meta de destinar 5% do PIB aos gastos com defesa, Valtonen afirmou que a frustração do líder americano foi necessária para realmente fazer com que todos os aliados percebessem que a situação é séria.

  • Trump reclama que alguns países da Otan não estão gastando o suficiente com defesa.
  • A meta é que cada país membro destine 5% do seu PIB para gastos militares.
  • A Finlândia apoia essa meta e já a considera sua posição.
  • A Europa está aceitando essa exigência, mesmo sendo difícil.
  • A Finlândia entrou na Otan em 2023, após a invasão da Ucrânia pela Rússia.

Segundo ela, a meta de 5% para os gastos com defesa sempre foi a posição da Finlândia. Acho ótimo que a Europa tenha aceitado, por assim dizer, a pílula amarga e esteja no processo de engoli-la, acrescentou.

A Finlândia é um dos membros mais recentes da Otan, tendo ingressado oficialmente na aliança em 2023.

A invasão da Ucrânia pela Rússia, em 2022, levou Helsinque a abandonar sua política de neutralidade e buscar proteção na organização, em uma decisão que mais do que dobrou a extensão da fronteira terrestre da Otan com a Rússia.

Valtonen afirmou hoje que os membros da aliança precisam manter a cabeça fria neste momento, após o jornalista Nic Robertson, da CNN, perguntar sobre a forma como o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, lida com Trump.

Acho que a forma como o presidente Trump apresenta suas ideias às vezes é um pouco diferente da diplomacia tradicional à qual estamos acostumados nesses círculos. Mas, em muitos aspectos, ele tem razão ao exigir que a Europa faça mais, afirmou.