07 de julho de 2026

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Operação do MPRJ investiga fraude em licenciamento ambiental no INEA

Geral Investigações 07/07/2026 08:20 Camille Barbosa, da CNN Brasil, no Rio de Janeiro cnnbrasil.com.br

A operação do Ministério Público do Rio de Janeiro cumpre mandados de busca e apreensão contra servidores e ex-dirigentes por suspeitas de irregularidades na concessão de licenças ambientais no Instituto Estadual do Ambiente (INEA) e na Comissão Estadual de Controle Ambiental (CECA).

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) iniciou nesta terça-feira (7) a Operação Hidra de Lerna para investigar suspeitas de irregularidades na concessão de licenças ambientais no Instituto Estadual do Ambiente (INEA) e na Comissão Estadual de Controle Ambiental (CECA).

  • O presidente da CECA, Maurício Couto Cesar Junior, foi afastado do cargo por decisão da Justiça.
  • Mandados de busca e apreensão foram cumpridos contra o ex-presidente do INEA, Renato Jordão Bussiere, e o ex-vice-presidente José Dias da Silva.
  • A investigação apura a concessão de licenças ambientais entre 2024 e 2025 sem seguir pareceres técnicos e exigências legais.
  • A Justiça autorizou a quebra de sigilo de aparelhos eletrônicos dos investigados.
  • Maurício Couto Cesar Junior está proibido de acessar os órgãos e de ter contato com servidores.

Por decisão da Justiça, o presidente da CECA, Maurício Couto Cesar Junior, foi afastado cautelarmente do cargo. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão contra ele e outros investigados, entre eles o ex-presidente do INEA, Renato Jordão Bussiere, e o ex-vice-presidente da autarquia, José Dias da Silva.

O Ministério Público ainda não conseguiu contato com os alvos citados para comentar o caso.

De acordo com o MPRJ, a investigação apura a suposta concessão de licenças e autorizações ambientais em desacordo com pareceres técnicos, exigências legais e procedimentos administrativos, entre 2024 e 2025. A Justiça também autorizou a quebra do sigilo de aparelhos eletrônicos dos investigados e determinou que Maurício Couto Cesar Junior não acesse as dependências dos órgãos nem mantenha contato com servidores.

(Em atualização)