O ministro Alexandre de Moraes, do STF, ordenou que o Exército entregue à Polícia Federal todas as armas registradas em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão foi tomada depois que a defesa informou que 8 das 11 armas estavam sob posse do Exército. O ex-presidente está em prisão domiciliar humanitária.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (6) que o comando do Exército entregue em até 48 horas à Polícia Federal todas as armas pertencentes ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
- Oito das 11 armas registradas em nome de Bolsonaro estão com o Exército.
- Duas armas já estão com a Polícia Federal.
- Uma arma foi apreendida em uma blitz com um segurança de Bolsonaro.
- Moraes revogou o registro de CAC (colecionador, atirador e caçador) de Bolsonaro.
- Bolsonaro está em prisão domiciliar humanitária após condenação.
A ordem foi proferida após a defesa ter informado ao Supremo que 8 das 11 armas registradas em nome de Bolsonaro estão sob posse do Exército. Outras duas já se encontram com a PF, de acordo com os advogados.
A 11ª foi apreendida em uma blitz, no mês passado, com um dos seguranças de Bolsonaro. O militar do Exército Estácio Leite da Silva Filho alegou que o armamento seria levado para conserto.
Na última sexta-feira (3), Moraes mandou revogar o registro de colecionador, atirador desportivo e caçador (CAC) de Bolsonaro.
Apesar de a Polícia Civil do Distrito Federal não ter indiciado o ex-presidente, por entender que a arma está legalizada e que Bolsonaro não cometeu nenhum crime, o ministro decidiu que as armas devem ser apreendidas.
A determinação foi feita na mesma decisão em que Moraes manteve Bolsonaro em prisão domiciliar humanitária. O ministro entendeu inexistir "falta grave" no episódio da arma apreendida que pudesse justificar eventual retorno ao regime fechado.
No ano passado, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão no processo da trama golpista. Em seguida, após passar por uma cirurgia, ele ganhou o direito de cumprir prisão domiciliar temporária por 90 dias. O ex-presidente se recupera de uma pneumonia bacteriana.

© Marcello Casal Jr/Agência Brasil


