05 de julho de 2026

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Empresária é presa suspeita de torturar empregada doméstica grávida

Geral Tortura 05/07/2026 08:30 Estadão Conteúdo - Jovem Pan jovempan.com.br

Uma empresária de 36 anos e um policial militar estão presos acusados de torturar física e psicologicamente uma empregada doméstica de 19 anos, que estava grávida de seis meses. Eles também são acusados de tentativa de homicídio e tentativa de aborto. O crime aconteceu em Paço do Lumiar, no Maranhão.

A empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, de 36 anos, está presa suspeita de agredir e torturar a empregada doméstica Samara Regina Dutra Soares, de 19 anos. Na época do crime, Samara estava grávida de seis meses. O caso aconteceu em Paço do Lumiar, no Maranhão.

Ela foi presa em maio, em Teresina, no Piauí, depois que a Justiça do Maranhão mandou prendê-la. A defesa de Carolina disse, em um vídeo, que ela vai cumprir as ordens da Justiça e pagar pelo que deve dentro da lei. A advogada explicou que a viagem para Teresina não foi para fugir, mas para deixar o filho da empresária aos cuidados de um tio, já que a família não tem parentes em São Luís.

  • Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, de 36 anos, está presa por suspeita de torturar a empregada.
  • A vítima, Samara, de 19 anos, estava grávida de seis meses.
  • O crime aconteceu em Paço do Lumiar, no Maranhão.
  • Carolina e o policial Michael Bruno Lopes Santos também são acusados de tentativa de homicídio e aborto.
  • As agressões começaram depois que a empresária acusou Samara de roubar um anel, que depois foi achado na própria casa.

O Ministério Público do Maranhão denunciou a empresária e o policial Michael Bruno Lopes Santos por tortura, tentativa de homicídio e tentativa de aborto contra Samara. A acusação foi aceita pela Justiça no dia 2 de julho. A reportagem tenta contato com a defesa do policial.

Como o crime aconteceu

Segundo o Ministério Público, Carolina contratou Samara para trabalhar como doméstica, de forma temporária e sem contrato formal. A violência começou quando a empresária acusou a jovem de furtar um anel. Depois, o objeto foi encontrado em um cesto de roupas sujas, esquecido pela própria patroa.

A denúncia diz que Carolina e o policial submeteram Samara a uma série de agressões físicas e psicológicas para fazê-la confessar o furto. Em áudios que estão no inquérito, a empresária conta a violência que cometeu e chega a dizer que sua mão ficou inchada de tanto bater na jovem.

A empresária também ameaçou matar a empregada se ela denunciasse as agressões. Samara contou à polícia que levou puxões de cabelo, socos e foi jogada no chão. Os agressores ainda ameaçaram dopar a vítima e levá-la escondida em um carro até um sítio, onde a matariam, de acordo com o Ministério Público.