04 de julho de 2026

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Morre cacique Kuiussi, sobrinho de Raoni, aos 80 anos

Geral Morte 04/07/2026 14:30 Jéssica Bachega - Gazeta Digital folhamax.com

O cacique Kuiussi Kh?sêtjê, de 80 anos, morreu na sexta-feira, dia 3. Ele era sobrinho do famoso cacique Raoni Metuktire, de 94 anos, que está internado. A notícia foi dada pelo Instituto Raoni, que não explicou a causa da morte. Kuiussi era uma liderança importante do povo Kh?sêtjê, que vive na Terra Indígena Wawi, em Mato Grosso. Ele dedicou a vida a defender os direitos e a cultura do seu povo. O senador Carlos Fávaro também lamentou a perda e destacou o trabalho do cacique pela proteção dos povos indígenas.

O cacique Kuiussi Khsêtjê, de 80 anos, morreu na sexta-feira (3). Ele era sobrinho do cacique Raoni Metuktire, de 94 anos, que está internado. A confirmação da morte foi feita pelo Instituto Raoni, que não deu detalhes sobre a causa.

  • Parente de Raoni: Kuiussi era sobrinho do famoso cacique Raoni e andava ao lado dele nas lutas pelos direitos dos povos indígenas.
  • Grande líder: Ele era uma das lideranças mais importantes do povo Khsêtjê, que vive na Terra Indígena Wawi, em Querência (MT).
  • Defensor da cultura: Dedicou a vida a proteger a cultura, os costumes e o futuro do seu povo.
  • Instituto Raoni lamenta: O instituto disse que Kuiussi foi um exemplo de coragem, sabedoria e compromisso com a defesa da vida.
  • Senador presta homenagem: O senador Carlos Fávaro também lamentou a morte e destacou a importância do trabalho do cacique.

Kuiussi Khsêtjê era uma das grandes lideranças do povo Khsêtjê, da Terra Indígena Wawi, na região de Querência (945 km a Noroeste de Cuiabá). Ele deixa um grande legado de trabalho em defesa dos direitos do seu povo e da proteção da cultura indígena. "Sua caminhada foi marcada pela coragem, pela sabedoria e pelo compromisso permanente com a proteção da vida, da cultura e das futuras gerações", diz a nota do instituto.

Segundo o comunicado, ao longo de sua história, ele caminhou ao lado do cacique Raoni Metuktire, que o reconhecia e considerava como um sobrinho. Essa relação foi construída com respeito, afeto, parentesco e luta compartilhada em defesa dos povos originários.

"Neste momento de dor, o Instituto Raoni se solidariza com seus familiares, com o povo Khsêtjê e com todos aqueles que tiveram o privilégio de conviver com essa importante liderança", continua a mensagem do instituto.

O senador Carlos Fávaro (PSD) também escreveu uma nota de pesar pela morte do líder indígena e reconheceu o trabalho feito ao longo da vida para proteção dos costumes dos povos nativos.

"Neste momento de dor, manifesto minha solidariedade à família, especialmente ao cacique Pupu Waduwabati Suyá, ao povo Khsêtjê, às demais lideranças indígenas e a todos que tiveram o privilégio de conviver com Kuiussi. Que Deus conforte os corações de todos e que sua memória permaneça viva como inspiração de dignidade, resistência e respeito aos povos originários", escreveu.