04 de julho de 2026

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Novo escritório no RJ une forças contra facções criminosas

Geral Segurança 04/07/2026 06:39 Tâmara Freire - Repórter da Agência Brasil agenciabrasil.ebc.com.br

O Ministério da Justiça criou um escritório no Rio de Janeiro para unir as polícias federal, estadual e municipal no combate ao crime organizado. O objetivo é trabalhar junto para enfraquecer as facções, principalmente cortando o dinheiro delas e melhorando a segurança nos presídios.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública inaugurou nesta sexta-feira (3) o Escritório Nacional Antifacção do Rio de Janeiro. O objetivo da nova estrutura é fortalecer a união entre o governo federal, o estado do Rio e as prefeituras para combater o crime organizado.

  • O novo escritório vai juntar as forças de segurança federal, estadual e municipal do Rio.
  • Um dos focos principais é cortar o dinheiro das facções, combatendo a lavagem de dinheiro.
  • O governo federal também vai ajudar a reforçar a segurança nos presídios do estado.
  • Unidades semelhantes já foram abertas em São Paulo e Foz do Iguaçu.
  • A meta é também isolar e monitorar líderes criminosos que estão presos para impedir que mandem crimes de dentro da cadeia.

De acordo com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, com o escritório, a pasta passa a ter presença constante no Rio de Janeiro. Ele afirmou que o estado representa os maiores desafios da segurança pública brasileira.

Foi aqui que vimos surgir algumas das principais transformações do crime organizado moderno, que criaram formas sofisticadas de controle armado de territórios. As organizações criminosas passaram a combinar violência, exploração econômica, tomada de mercados, lavagem de dinheiro e infiltração em atividades econômicas formais e instituições, disse o ministro.

Estratégia nacional contra o crime

A inauguração do escritório é uma das ações do Programa Brasil Contra o Crime Organizado. Unidades parecidas já foram instaladas em São Paulo e em Foz do Iguaçu (PR). Além disso, São Paulo e Rio de Janeiro também ganharam sedes regionais do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

O secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, explicou que o Coaf tem um papel muito importante no programa. Isso porque cortar o dinheiro das facções é uma das principais formas de atuação.

Se o objetivo final das organizações criminosas é o lucro, e se o lucro financia as ações violentas, temos que fechar esse caminho. Já estamos levantando com a Anatel, por exemplo, todas as operadoras de telefonia e de internet que trabalham para o crime organizado, e todas as atividades econômicas que foram tomadas por eles. Vamos mapear e acabar com os focos dessa infiltração e, principalmente, regular o mercado para evitar que isso aconteça, afirmou.

Apoio logístico e operações

O secretário também disse que o Escritório Antifacção do Rio de Janeiro vai permitir que o governo federal dê mais apoio logístico às forças de segurança do estado em operações. Também vai ajudar outros estados que enfrentam organizações criminosas que nasceram no Rio.

Não é justo que o Rio de Janeiro arque com essa despesa e todas essas operações sem o apoio do governo federal. O escritório vai trabalhar em um nível estratégico de inteligência para apoiar outros estados, tanto na produção de conhecimento, nas operações, como também na captura de foragidos. Tudo isso em parceria com os estados e com as forças de segurança, explicou.

Reforço na segurança dos presídios

O secretário Nacional de Políticas Penais, André Garcia, afirmou que o governo federal também vai reforçar a segurança nos presídios do estado. A ideia é doar equipamentos e treinar os policiais penais nos protocolos usados nos presídios federais de segurança máxima.

Segundo Garcia, 138 presídios do país foram escolhidos para receber essas ações, incluindo as principais unidades penitenciárias do Rio. Além disso, pelo menos duas operações regionais e uma grande operação nacional serão realizadas todos os meses nesses presídios.

Neles, encontramos quase 80% das lideranças criminosas do nosso país. Com isso, pretendemos monitorar, isolar e impedir que essas pessoas organizem atividades criminosas de dentro da prisão, completou.