O governo federal conseguiu juntar muito dinheiro, vindo de fontes públicas e privadas, para financiar projetos que ajudam a natureza e combatem as mudanças climáticas.
O Plano de Transformação Ecológica conseguiu, até 2025, mais de R$ 500 bilhões para financiar projetos que ajudam o meio ambiente. Esse dinheiro veio de fontes públicas e também de investidores privados.
Quem deu a notícia foi o Ministério da Fazenda, que divulgou um balanço do programa nesta sexta-feira (3). O plano foi lançado em 2023.
- O plano já juntou mais de R$ 500 bilhões para projetos verdes
- Foram emitidos títulos verdes que captaram US$ 5,5 bilhões do exterior
- O Fundo Clima aumentou seus recursos em 316 vezes desde 2020
- Investimentos privados de R$ 140 bilhões foram atraídos pelo programa
- Novas leis e regras foram criadas para dar mais segurança a quem investe
Estão lançadas as bases para um novo padrão de crescimento econômico. Um padrão com inovação, sustentabilidade e com justiça social, afirmou Rafael Dubeux, assessor especial do Ministério da Fazenda.
Fontes públicas de dinheiro
Para aumentar o dinheiro vindo do governo, a política conseguiu US$ 5,5 bilhões com a venda de títulos verdes. Esses títulos são um tipo de investimento usado para projetos que têm bons resultados para o meio ambiente e a sociedade.
Esse dinheiro foi para o Fundo Clima, que é administrado pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). O Fundo Clima financia projetos para diminuir e se adaptar às mudanças climáticas.
Graças a ações como a venda de títulos verdes, o Fundo Clima aumentou seus recursos em 316 vezes desde 2020.
Hoje, estão disponíveis R$ 27 bilhões para apoiar ações de transição energética, indústria verde, desenvolvimento sustentável, florestas e recursos hídricos, além de máquinas, mobilidade e logística verdes.
Os fundos de ciência, tecnologia e inovação também foram liberados para incentivar projetos de alto risco tecnológico, que ainda não chegaram a uma fase comercial. Os gastos chegaram a R$ 30,7 bilhões em 2025.
Os recursos de Fundos Climáticos Concessionais, que funcionam a nível internacional e oferecem crédito barato para financiamento verde, foram aproximados de governos estaduais e municipais para tornar as cidades mais preparadas para os problemas climáticos.
Investimentos de empresas privadas
O Eco Invest, um mecanismo que atrai capital privado de dentro e de fora do país, conseguiu juntar R$ 140 bilhões. Esse dinheiro veio de investimentos públicos que foram usados para baratear o custo do crédito e diminuir os riscos com a mudança do valor do dinheiro de outros países. Foram realizados quatro leilões até 2025 que vão ajudar projetos importantes a saírem do papel.
Para conectar os investidores com os projetos, foi criada a Plataforma Brasil de Investimentos Climáticos (BIP), que já trabalha com 22 projetos e prevê a aplicação de mais de US$ 26 bilhões.
Em relação aos títulos privados emitidos diretamente por empresas para financiar os projetos, as chamadas debêntures incentivadas, foram emitidos papéis, entre 2023 e 2026, que somam R$ 396 bilhões.
Regras e leis para dar mais segurança
De acordo com o Ministério da Fazenda, o programa também avançou na criação de um conjunto de regras que trazem confiança aos investidores. Um exemplo é a criação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE) e a estruturação de uma Taxonomia Sustentável Brasileira, que classifica as atividades, os ativos e os projetos econômicos que são ambientalmente e socialmente sustentáveis.
O Marco Legal do Hidrogênio de Baixa Emissão, a Lei do Combustível do Futuro e a criação da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos foram outros destaques em relação às medidas regulatórias importantes.
A regulação é algo muito importante para garantir segurança jurídica e para dar um horizonte de certeza para investimentos, tanto públicos como privados, concluiu a secretária-executiva adjunta do Ministério da Fazenda, Ursula Peres.

Tomaz Silva/Agência Brasil


