03 de julho de 2026

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Metrô de São Paulo vai ganhar novas estações a partir de 2027

Geral Metrô 03/07/2026 14:00 Folhapress noticiasaominuto.com.br

O governo de São Paulo quer começar as obras de extensão da linha 6-laranja do metrô em 2027. Serão seis novas estações, ligando a zona norte ao centro e ao bairro da Mooca, na zona leste. O primeiro trecho da linha começa a funcionar nesta sexta-feira (3).

O governo de São Paulo quer começar as obras para esticar a linha 6-laranja do metrô no ano que vem. Serão mais 7 km de trilhos e seis novas estações: duas na zona norte e quatro ligando o centro ao bairro da Mooca, na zona leste.

  • As obras devem começar em 2027 e vão levar a linha 6 para mais perto de quem mora na zona leste e no centro.
  • O primeiro pedaço da linha, com seis estações, começa a funcionar nesta sexta-feira (3), mas só das 10h às 15h e sem cobrar passagem.
  • A linha toda terá 15 estações e vai ligar a Brasilândia, na zona norte, à Liberdade, no centro.
  • A estação 14 Bis-Saracura, na Bela Vista, ainda não tem data para ficar pronta por causa de descobertas arqueológicas.
  • O governo também quer adiantar a inauguração do trem que liga São Paulo a Campinas, que pode ficar pronto em 2030.

A previsão foi anunciada nesta quinta-feira (2) pelo governador Tarcísio de Freitas, durante a inauguração do primeiro trecho da linha, que tem estações entre a Freguesia do Ó, na zona norte, e Perdizes, na zona oeste.

A obra de extensão deve custar R$ 10,3 bilhões, mas ainda precisa de um acordo no contrato com a empresa Linha Uni, que é a responsável por construir e cuidar da linha 6.

O governador disse que a ideia é assinar esse acordo no ano que vem e já começar a obra. Ele não quis dar uma data para o fim da expansão.

A empresa que cuida da linha já mostrou interesse em fazer a extensão. Tanto que não desmontou as duas máquinas que cavaram os túneis entre Brasilândia e o centro.

A extensão será feita em duas partes: uma do centro até a Mooca, com as estações Aclimação, Cambuci, Vila Monumento e São Carlos/Parque da Mooca; e outra na zona norte, com as paradas Morro Grande e Velha Campinas.

Funcionamento do primeiro trecho

A linha 6 vai abrir para o público nesta sexta-feira (3). Até o fim do ano, o metrô vai funcionar em horário reduzido, das 10h às 15h. Só uma entrada de cada estação estará aberta e não vai ser cobrada passagem nessa fase de testes.

No total, a linha terá 15 estações, ligando a Brasilândia, na zona norte, à Liberdade, no centro.

A primeira fase, com oito estações, estava prevista para outubro. Mas a inauguração de seis delas foi adiantada para que o governador pudesse participar da cerimônia. A lei eleitoral proíbe candidatos (ele busca a reeleição) de participar de eventos como esse a partir de sábado (4).

Ainda em 2026, devem ser abertas as estações Brasilândia e Itaberaba-Hospital Vila Penteado. O resto da linha, entre as estações PUC-Cardoso de Almeida (zona oeste) e Liberdade (centro), está previsto para 2027.

A exceção é a estação 14 Bis-Saracura, na Bela Vista, que ainda não tem previsão de ficar pronta. Por causa de achados arqueológicos, as obras no local só foram liberadas recentemente pelo Iphan.

Integração com trem ainda não está pronta

A estação Água Branca tem integração com a estação de mesmo nome da linha 7-rubi, do trem metropolitano. Mas como o túnel entre as duas paradas não está pronto, quem chegar de metrô vai precisar sair da estação e entrar no outro prédio pelo lado de fora, pagando outra passagem para usar o trem.

Essa ligação só vai ficar pronta quando a estação do trem for reformada. Ela vai ser a maior de São Paulo e vai receber várias linhas. Segundo Tarcísio, as obras devem começar ainda em 2026.

Trem para Campinas pode ficar pronto antes

No evento desta quinta-feira, o governador e o secretário de Parcerias em Investimentos, Rafael Benini, disseram que a inauguração do TIC (Trem Intercidades), que liga São Paulo a Campinas, pode ser adiantada em um ano, para 2030.

O TIC é um dos ramais que vai ter ponto final na estação Água Branca quando ela for ampliada.

Mesmo sem a reforma, em janeiro de 2027, trens da linha 11-coral vão parar na estação para atender os passageiros que vão chegar da linha 6.

"A gente fica o tempo todo na prancheta estudando como usar cada projeto. Se pode adiantar, é claro que vamos adiantar", disse o governador. Ele negou que a antecipação seja por causa da eleição de 2030.

Pedro Moro, presidente da TIC Trens, disse que o maior desafio da obra é o trecho entre São Paulo e Jundiaí, onde a cidade é mais cheia e há mais desapropriações. O trecho entre Jundiaí e Campinas deve ficar pronto em 2029. Os projetos do percurso entre São Paulo e Jundiaí estão na fase final.