Em apenas um semestre de 2026, o projeto Aprender Conectado levou internet de alta velocidade para 9 mil escolas públicas, beneficiando diretamente 1,1 milhão de estudantes em 1.789 municípios brasileiros. A iniciativa faz parte de um plano do governo para conectar escolas em todo o país, especialmente nas regiões mais afastadas e de difícil acesso.
A professora Luana Bohnenberger Dickel começa mais uma aula na Escola Municipal PE Cinderela, em Dionísio Cerqueira, no extremo oeste de Santa Catarina. Os alunos acessam conteúdos digitais, vídeos educativos e plataformas de estudo com poucos cliques. Até pouco tempo, isso era difícil de acontecer. Hoje, mostra a mudança que a internet está trazendo para milhares de escolas públicas no Brasil.
- O projeto Aprender Conectado já conectou 9 mil escolas em apenas seis meses.
- Mais de 1,1 milhão de alunos foram beneficiados em 1.789 cidades.
- A iniciativa leva internet, wi-fi interno e até energia solar para escolas em áreas remotas.
- Escolas que tinham internet de má qualidade agora conseguem usar vídeos e plataformas de estudo sem travamentos.
- Alunos indígenas e de comunidades distantes também estão sendo beneficiados, podendo estudar e compartilhar sua cultura.
"Já tínhamos internet, mas era ruim, quando colocávamos um vídeo, travava. Agora, com a rede instalada pelo Aprender Conectado, a resolução é melhor, as imagens ficam mais visíveis, e com isso os alunos conseguem acompanhar mais", afirma a professora.
Histórias como a de Dionísio Cerqueira estão se repetindo em todo o país graças ao avanço do Projeto Aprender Conectado, uma iniciativa que faz parte da Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (ENEC), política pública coordenada pelos Ministérios da Educação e das Comunicações para ampliar o acesso à internet rápida nas escolas públicas brasileiras.
No balanço do primeiro semestre de 2026, o projeto atingiu um resultado importante: 9 mil escolas conectadas entre 1º de janeiro e 30 de junho, beneficiando diretamente 1,1 milhão de estudantes em 1.789 municípios brasileiros. Os dados mostram a rapidez da expansão e o impacto real dos investimentos feitos para levar estrutura digital a regiões onde os desafios de logística e geografia são maiores.
Mais do que apenas instalar internet, o Aprender Conectado tem a missão de levar uma estrutura completa de conexão para escolas públicas em áreas de difícil acesso. Cada unidade recebe rede externa, Wi-Fi interno e, em locais sem energia elétrica regular, sistemas de energia solar que garantem o funcionamento da internet e também a iluminação dos espaços escolares.
"Com o Aprender Conectado, agora a internet abrange a escola toda. Se o professor quiser desenvolver uma aula interativa no pátio, falando sobre a natureza, ele consegue. Se precisar usar a tecnologia para qualquer outra situação, ele pode", relata a diretora Luciana Guimarães, da Escola Jardim de Infância O Patinho Feio, em Silva Jardim, no Rio de Janeiro.
Ao alcançar 1,1 milhão de estudantes apenas neste semestre, o Aprender Conectado reforça seu papel como uma das maiores iniciativas de inclusão digital na educação em andamento no país. "A internet ajuda a gente a estudar e aprender coisas novas sem precisar sair da comunidade. Também é uma forma de preservar e compartilhar a cultura do nosso povo", afirma Olivério Galeano Vicente, aluno da Escola Municipal Indígena Presidente João Figueiredo, em Miranda, no Mato Grosso do Sul.
Prestação de contas à sociedade
Das 138 mil escolas incluídas na Estratégia Nacional de Escolas Conectadas, o Aprender Conectado é responsável por atender cerca de 40 mil unidades, muitas delas em áreas onde levar infraestrutura exige soluções técnicas mais complexas e logística especial.
Os resultados do semestre mostram a capacidade de execução do programa e seu impacto direto na redução das diferenças na educação. "Cada escola conectada representa muito mais do que um ponto de internet instalado. Significa mais oportunidades de aprendizagem, mais apoio aos professores e mais perspectivas para milhares de estudantes brasileiros", afirma Flávio Santos, diretor geral do projeto.

Crédito: Gabriel Ferraz/Acervo Aprender Conectado


