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TDAH na escola: dicas práticas para ajudar na alfabetização

Geral TDAH 02/07/2026 14:24 Luciana Brites, CEO do Instituto NeuroSaber, via Agência Drumond

O TDAH afeta 5% das crianças em idade escolar, mas com estratégias certas de professores e famílias, elas podem aprender e se desenvolver bem. Entenda os sintomas e saiba como ajudar.

O Dia Mundial de Conscientização do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), em 13 de julho, destaca a importância da informação, do combate aos preconceitos e da garantia de diagnóstico e tratamento adequados, com atenção especial aos desafios vividos por crianças e adolescentes na escola.

O TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento que afeta 5% das crianças em idade escolar. Ele se caracteriza por desatenção, hiperatividade e impulsividade, fatores que atrapalham a aprendizagem e a alfabetização. Porém, o transtorno não impede que a criança tenha uma vida escolar e social plena, desde que receba o acompanhamento certo.

  • O TDAH atinge cerca de 5% das crianças na escola, mas não afeta a inteligência delas.
  • Existem três tipos diferentes de TDAH: desatento, hiperativo-impulsivo e combinado.
  • Crianças com TDAH podem ter inteligência normal ou até acima da média, se bem acompanhadas.
  • Na alfabetização, o maior desafio é manter o foco, e não a capacidade de aprender.
  • Profissionais como psicopedagogos e fonoaudiólogos ajudam no tratamento multidisciplinar.

É importante explicar que o TDAH não se manifesta de uma única forma. O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5) descreve três apresentações. A com predominância desatenta, a predominantemente hiperativa-impulsiva e a combinada, que reúne as duas. Essa diferença tem efeito direto na alfabetização.

Na apresentação desatenta, a criança se perde no meio da tarefa, esquece o que estava lendo e tem dificuldade em manter o foco em atividades que exigem esforço contínuo. Já na hiperativa-impulsiva, o obstáculo aparece na impulsividade, pois a criança tende a adivinhar palavras em vez de decodificá-las, escreve de forma apressada e abandona a atividade antes de concluí-la. Na combinada, os dois conjuntos se somam. Reconhecer qual apresentação predomina ajuda o professor a ajustar as estratégias, em vez de tratar todas as crianças com TDAH da mesma maneira.

É mito afirmar que crianças com TDAH são menos inteligentes. Com diagnóstico precoce, apoio multidisciplinar e estratégias pedagógicas eficazes, elas podem apresentar inteligência dentro ou acima da média. O acompanhamento pode envolver psicopedagogos, psicólogos, fonoaudiólogos e outros profissionais, de acordo com as necessidades individuais.

Sinais que os professores devem observar

Em sala de aula, é importante que os professores observem sinais como dificuldade em manter a atenção por longos períodos, impaciência, esquecimento de materiais, distração frequente e excesso de movimentos.

Desafios na alfabetização

Na alfabetização, as principais dificuldades estão relacionadas à atenção, à memória, à autorregulação emocional e comportamental, à baixa motivação em tarefas repetitivas e, em alguns casos, à presença de comorbidades, como dislexia ou Transtorno Opositivo Desafiador (TOD). Diferentemente dos transtornos de linguagem, no TDAH o principal obstáculo está na manutenção do foco.

Estratégias práticas para ajudar

Para favorecer a aprendizagem, recomenda-se propor uma tarefa por vez, oferecer tempo extra para a execução, reduzir estímulos distratores e utilizar recursos visuais claros e objetivos. Estratégias práticas do cotidiano e instruções diretas também contribuem.

Dificuldades na escrita

As dificuldades na escrita são comuns e podem estar associadas à impulsividade, à atenção reduzida e à coordenação motora fina. Medidas eficazes em sala são priorizar a qualidade em vez da quantidade, dividir atividades em etapas menores, respeitar o ritmo da criança e permitir pausas frequentes. O uso de recursos visuais, jogos, tecnologia e reforço positivo fortalece a motivação.

Conclusão: paciência e empatia fazem a diferença

Lidar com o TDAH na alfabetização exige paciência, planejamento e empatia. Com adaptações simples e apoio adequado, é possível transformar desafios em oportunidades, promovendo aprendizado significativo e inclusão escolar.