01 de julho de 2026

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Manifestação contra escala 6x1 ganha força e avança no Senado

Geral Trabalho 01/07/2026 20:06 Redação Pauta Diária pautadiaria.com.br

Uma manifestação em Brasília contra a jornada de trabalho de 6 dias por 1 de folga ganhou força e fez o projeto avançar no Senado. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, já sinalizou que vai discutir o fim da escala 6x1. Trabalhadores de todo o Brasil foram às ruas para pedir mais tempo para descanso, lazer e família.

O Dia Nacional de Mobilização pelo Fim da Escala 6x1 levou uma multidão de trabalhadores para o centro de Brasília nesta terça-feira (30). O protesto aconteceu em frente ao Conjunto Nacional e juntou sindicatos, a CUT (Central Única dos Trabalhadores), a Fetracom (Federação dos Trabalhadores no Comércio) e outras centrais sindicais, além de políticos. Durante o ato, os participantes entregaram panfletos e pediram a aprovação da proposta. Eles argumentam que trabalhar seis dias para descansar apenas um prejudica a saúde física e mental, além de tirar tempo para ficar com a família, se divertir e fazer cursos.

  • O protesto em Brasília foi parte de uma série de atos em pelo menos 15 estados e no Distrito Federal.
  • O objetivo é pressionar o Congresso para votar logo o fim da escala 6x1.
  • A proposta já foi aprovada na Câmara dos Deputados e agora está no Senado.
  • O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, mostrou disposição em discutir o projeto.
  • Empresários são contra, pois dizem que a medida pode aumentar os custos das empresas e o preço dos produtos.

A manifestação em Brasília fez parte de uma série de atos organizados em pelo menos 15 estados e no Distrito Federal. O objetivo foi aumentar a pressão sobre o Congresso para acelerar a análise da proposta, que está no Senado desde que foi aprovada pela Câmara dos Deputados.

A pressão das ruas coincidiu com uma reunião feita nesta quarta-feira (1º) entre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e representantes das centrais sindicais. Segundo os participantes, Alcolumbre mostrou que quer dar andamento à discussão da PEC (Proposta de Emenda à Constituição). Mas o texto ainda precisa passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes de ir para votação no plenário.

Quem defende a proposta diz que trabalhar menos vai diminuir o número de doenças causadas pelo trabalho, melhorar a produtividade e gerar mais empregos. Eles também afirmam que a medida é uma forma de atualizar as leis trabalhistas para os dias de hoje, com as mudanças na economia e na tecnologia.

Por outro lado, as entidades empresariais alertam que a redução da jornada pode aumentar os custos das empresas, principalmente no comércio e nos serviços. Segundo elas, a mudança pode elevar as despesas com mão de obra, forçar o aumento dos preços e prejudicar os pequenos e médios negócios, caso a produtividade não aumente junto.

A PEC ainda precisa ser aprovada em dois turnos no Senado. Se os senadores fizerem alterações no texto que veio da Câmara, a proposta volta para uma nova análise dos deputados. Enquanto isso, as centrais sindicais prometem continuar os protestos para pressionar o Congresso a votar o assunto ainda neste semestre.