Milhões de pessoas vão circular entre Estados Unidos, Canadá e México durante a Copa do Mundo de 2026. Especialista explica como se preparar para evitar doenças como sarampo, gripe e covid-19, com dicas simples de vacinação e higiene.
A Copa do Mundo de 2026, que será realizada nos Estados Unidos, Canadá e México, acende um alerta para as autoridades de saúde e especialistas: o risco de doenças infecciosas aumenta muito quando há grande circulação de pessoas.
Milhões de turistas vão passar por aeroportos, estádios, hotéis, transportes públicos e lugares fechados. Isso pode virar uma verdadeira "circulação global de doenças", espalhando rapidamente problemas respiratórios, intestinais e aqueles que poderiam ser evitados com vacinas.
- O sarampo voltou a ser uma preocupação, pois é muito contagioso e se espalha pelo ar
- Vacinas devem ser tomadas pelo menos 15 dias antes da viagem para garantir proteção
- Crianças e adultos até 29 anos precisam de duas doses da vacina tríplice viral
- Adultos de 30 a 59 anos precisam de ao menos uma dose da mesma vacina
- Medidas simples como lavar as mãos e usar máscara ajudam a evitar doenças
Segundo o professor João Gregório Neto, que dá aula de Enfermagem na Faculdade Santa Marcelina, quem vai viajar precisa planejar direitinho. "O principal cuidado antes de uma viagem internacional é avaliar a situação das vacinas e da saúde, principalmente contra doenças que podem ser prevenidas por elas. Em eventos grandes, proteger a si mesmo também é proteger os outros", explica.
Sarampo: o perigo que voltou
O Ministério da Saúde lançou uma campanha para os brasileiros que vão à Copa, porque os casos de sarampo aumentaram muito nos países que vão sediar o torneio. O sarampo é uma doença que pega muito fácil, pelo ar, e pode causar surtos rapidamente em lugares com muita gente.
"O Brasil hoje não tem circulação do sarampo, mas existe o risco do vírus voltar com pessoas que viajam para fora e trazem a doença. Quando menos gente se vacina e tem muita gente viajando, doenças que estavam controladas podem voltar", alerta o professor.
Outras doenças que exigem cuidado
Além do sarampo, outras doenças preocupam os especialistas em eventos com muito turista: gripe, covid-19, meningites, doenças respiratórias novas, dengue (em alguns lugares) e infecções intestinais por água ou comida contaminada.
Muitos adultos não sabem se tomaram todas as vacinas, principalmente porque perderam a caderneta. Nesses casos, o melhor é ir a uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para avaliar e atualizar as vacinas.
Orientações do Ministério da Saúde
- Pessoas de 1 a 29 anos devem ter duas doses da vacina tríplice viral;
- Adultos de 30 a 59 anos devem ter ao menos uma dose;
- Profissionais da saúde precisam de duas doses, independentemente da idade.
O aplicativo Meu SUS Digital também ajuda a consultar os registros de vacinas que já estão no sistema público de saúde.
Outro ponto importante é o tempo que o corpo leva para criar defesa depois da vacina. "A vacina não protege na hora. O ideal é se vacinar pelo menos 15 dias antes do embarque. Deixar para a última semana pode fazer com que a proteção não funcione direito durante a viagem", orienta o professor.
Cuidados simples que fazem diferença
Além das vacinas, medidas básicas continuam sendo essenciais para diminuir o risco de ficar doente em viagens internacionais:
- Lavar as mãos com frequência;
- Usar álcool em gel;
- Cuidar com a procedência da água e dos alimentos;
- Usar máscara em lugares fechados e cheios, especialmente se tiver sintomas respiratórios;
- Dormir bem e se hidratar;
- Não se automedicar;
- Contratar um seguro saúde internacional;
- Organizar receitas, laudos médicos e remédios de uso contínuo antes da viagem.
Fique atento ao voltar
O especialista também alerta para a importância de ficar de olho na saúde depois que voltar ao Brasil. Se aparecer febre, manchas vermelhas pelo corpo, sintomas respiratórios fortes ou diarreia que não passa, é preciso procurar um médico rapidamente e contar que fez uma viagem internacional.
"Identificar casos suspeitos logo no começo permite que as medidas de controle sejam tomadas mais cedo, diminuindo o risco de espalhar doenças no país", conclui.

Faculdade Santa Marcelina


