O governo de São Paulo está construindo novas obras para levar mais água para a região metropolitana, que tem cerca de 22 milhões de pessoas. As obras incluem a ligação entre represas, novas estações de tratamento e reservatórios. O objetivo é evitar a falta de água em períodos de seca.
O governo de São Paulo está realizando um conjunto de obras para levar mais água ao sistema que abastece o estado e garantir a segurança em períodos de seca. Essas obras fazem parte do maior programa de segurança hídrica da história paulista, com mais de R$ 25 bilhões em investimentos para todas as regiões. As ações incluem entregas já concluídas e projetos que vão até 2030. Juntos, eles devem aumentar a capacidade de produção e reserva de água da Região Metropolitana de São Paulo, onde vivem cerca de 22 milhões de pessoas.
- O que é segurança hídrica É a garantia de que sempre terá água suficiente para todos, mesmo em tempos de seca.
- Quanto já foi investido Mais de R$ 25 bilhões, o maior valor já aplicado nessa área no estado.
- Obra já concluída: A ligação entre os rios Itapanhaú e Biritiba Mirim já aumentou em 17% a capacidade de um dos principais sistemas de água.
- Próximos passos: Até 2027, a previsão é adicionar 8 mil litros de água por segundo ao sistema.
- Redução de perdas: O governo também está investindo pesado para evitar vazamentos e desperdícios de água tratada.
Nós temos o maior programa de segurança hídrica da história do Estado de São Paulo, com mais de R$ 25 bilhões em investimentos. Já concluímos obras importantes, como a interligação Itapanhaú-Biritiba Mirim, que ampliou em cerca de 17% a capacidade do Sistema Alto Tietê e beneficia milhões de pessoas. Também estamos ampliando estações de tratamento de água e executando novas obras para aumentar a oferta hídrica e reforçar a segurança do abastecimento, explica a secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende.
O governo de São Paulo anunciou na semana passada o aperfeiçoamento da metodologia de monitoramento da segurança hídrica da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP). A nova metodologia usa uma base de dados mais ampla, que considera a série histórica do comportamento hidrológico dos últimos 15 anos, incluindo eventos climáticos relevantes, como El Niño e La Niña, inclusive diante da previsão de ocorrência desses fenômenos nos próximos meses. O Sistema Cantareira passa a ter uma curva própria, além do monitoramento simultâneo do Sistema Integrado Metropolitano (SIM).
Obras de segurança
Com investimento de R$ 161 milhões, a Transferência Itapanhaú-Biritiba Mirim, realizada pela Sabesp, acrescentou 2 mil litros por segundo de água bruta ao Sistema Alto Tietê, ampliando a disponibilidade hídrica de um dos principais sistemas produtores da Região Metropolitana de São Paulo e reforçando a segurança do abastecimento diante de períodos de seca. Já a transferência Guaratuba reforçou o abastecimento com outros 200 litros por segundo e investimento de R$ 10 milhões. Ambas as obras foram concluídas em 2025.
Outra frente é a reservação. A Sabesp investe R$ 525 milhões na implantação de 31 reservatórios em 24 centros de reservação da Região Metropolitana. As estruturas ampliam em 202,5 mil metros cúbicos a capacidade de armazenamento de água tratada, o que ajuda a manter o abastecimento nos horários de maior consumo.
Essas obras se somam a iniciativas já em operação, como as interligações entre os sistemas produtores da Região Metropolitana, as ampliações feitas nos sistemas Cantareira e Alto Tietê e o Aquapolo, referência no reúso de água para fins industriais.
O governo de São Paulo também entregou obras estruturais para reforçar a segurança hídrica da Região Metropolitana de São Paulo. São 28 intervenções em estações de tratamento, estações de bombeamento, adutoras e válvulas de controle, das quais 10 já foram concluídas, com investimento de R$ 112,7 milhões. Nos últimos três anos, o estado também investiu cerca de R$ 148 milhões na perfuração de 141 poços profundos para ampliar a disponibilidade hídrica em diferentes regiões paulistas.
As intervenções da Região Metropolitana fazem parte de um programa de segurança hídrica que alcança todas as regiões do estado. Entre as obras emblemáticas em andamento estão as barragens Pedreira e Duas Pontes e o Sistema Adutor Regional (SAR) dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí. O programa inclui ainda o desassoreamento e a revitalização de 479 cursos dágua por meio do Programa Rios Vivos.
O que vem pela frente
Para dezembro de 2026, estão previstas duas obras em estações de tratamento. Na Estação de Tratamento de Água (ETA) Rio Grande, a Sabesp vai instalar tratamento por membrana, com ganho de 500 litros por segundo e investimento de R$ 95 milhões. Na ETA Baixo Cotia, a modernização deve ampliar a produção em mil litros por segundo, com investimento de R$ 357 milhões.
Para 2027, está programada a Transposição Billings-Taiaçupeba, que vai levar água do braço Rio Pequeno da Billings, em São Bernardo do Campo, até o reservatório de Taiaçupeba, em Suzano, que integra o Sistema Alto Tietê. A obra adiciona 4 mil litros de água bruta por segundo, com investimento de R$ 1,4 bilhão.
Segundo a Sabesp, o conjunto de obras estruturais em andamento na Região Metropolitana representa mais de R$ 5 bilhões até 2027 e o acréscimo de 8 mil litros de água por segundo, beneficiando toda a população atendida.
Além das obras em curso, a Sabesp prevê um pacote de investimentos adicionais de R$5,9 bilhões, com projetos escalonados até 2030. A Transposição Billings-Taiaçupeba integra esse pacote, ao lado de outras seis frentes.
Entre elas estão a Estação Elevatória de Água Bruta (EEAB) Guaió, com entrega prevista para março de 2026, e a recarga de manancial a partir da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Suzano-Taiaçupeba, programada para dezembro de 2027. Para os anos seguintes, estão previstas a recarga de manancial pela ETE Barueri-Rio Cotia, a recarga de mananciais pela Estação Produtora de Água de Reúso (EPAR) Guarapiranga e a Transferência Paraíba do Sul-Alto Tietê, com ampliação de estação de tratamento. Os projetos somam capacidade adicional de 12,8 metros cúbicos por segundo.
Redução de perdas
O combate às perdas de água também integra a estratégia de segurança hídrica do governo de São Paulo. Apenas em 2025, a Sabesp investiu cerca de R$ 1,68 bilhão em ações como substituição de redes e hidrômetros, combate a vazamentos e fraudes, instalação de válvulas redutoras de pressão e modernização da operação dos sistemas de abastecimento. O objetivo é aumentar a eficiência da distribuição e reduzir o desperdício de água tratada.
Até 2029, estão previstos quase R$ 9 bilhões em investimentos nessa área, o maior programa de redução de perdas já realizado pela Sabesp. A iniciativa complementa as obras de ampliação da oferta hídrica e reforça a segurança do sistema de abastecimento ao permitir o melhor aproveitamento da água já disponível nos mananciais, beneficiando milhões de pessoas na Região Metropolitana de São Paulo e em outras regiões atendidas pela companhia.
Estamos atacando a questão das perdas de água na origem. Ao mesmo tempo, adotamos medidas para proteger a população mais impactada pela gestão da demanda noturna, com reforço de redes, reservatórios e instalação gratuita de caixas dágua. Nosso objetivo é aumentar a resiliência do sistema e garantir mais segurança hídrica para a população, afirma Natália Resende.
Além das obras que reforçam o abastecimento do sistema que abastece a Região Metropolitana de São Paulo, a gestão mantém um trabalho de gestão hídrica desenvolvido no âmbito do Comitê Integrado e do Conselho Estadual de Mudanças Climáticas, sob gestão da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística.

Para dezembro de 2026, estão previstas duas obras em estações de tratamento Fonte: Divulgação/Governo de SP


