Um livro novo explica como os sistemas de computador e as redes sociais podem tratar pessoas LGBTQIAPN+ de forma injusta, escondendo seus conteúdos e silenciando suas vozes. As pesquisadoras Bruna Irineu e Larissa Pelúcio mostram os problemas e dão ideias para lutar contra isso.
A tecnologia não é neutra. Muito pelo contrário: algoritmos, sistemas de inteligência artificial e plataformas digitais funcionam como mecanismos de classificação e silenciamento, organizando o que aparece ou não nas redes sociais. Esse movimento exclui corpos, discursos e afetos, e acaba reproduzindo e aprofundando desigualdades históricas a partir de dados cheios de preconceito. No lançamento Violência algorítmica e vidas LGBTQIAPN+: ensaios sobre tecnologia, poder e resistência na era digital, Bruna Irineu e Larissa Pelúcio mostram os impactos políticos disso e apresentam soluções para combater a discriminação online.
- Algoritmos podem esconder ou boicotar conteúdos sobre diversidade sexual nas redes sociais.
- Grandes empresas de tecnologia usam dados para criar hierarquias de conteúdo que excluem minorias.
- O livro ensina conceitos como capitalismo de vigilância e colonialismo de dados de forma simples.
- Existem grupos e movimentos, como o TecnoCuir, que criam formas de resistência contra essa exclusão.
- A regulação das plataformas digitais é uma das principais saídas para um ambiente mais justo.
Como os algoritmos funcionam contra as pessoas LGBTQIAPN+
Pesquisadoras, professoras e especialistas no tema, as autoras explicam ideias complexas da crítica tecnopolítica em uma linguagem acessível a todos. Ao longo dos capítulos, elas mostram desde o funcionamento das grandes empresas de tecnologia e da economia de dados até casos reais de violência algorítmica nas redes, evidenciando como as estruturas das plataformas criam regras que excluem pessoas LGBTQIAPN+.
Resistência e luta no mundo digital
Ao mesmo tempo, o livro não é apenas um diagnóstico paralisante. Um dos pontos principais é ajudar o leitor a entender o ambiente digital como um espaço de luta política. E disputar, a partir dele, os sentidos de existência, direitos e democracia no século XXI. Para isso, a obra traz um mapeamento de práticas de resistência, reapropriação tecnológica e alternativas de liberdade, feitas por movimentos sociais, coletivos e iniciativas acadêmicas, como o TecnoCuir, uma ação hacker transfeminista.
Conceitos importantes para entender o mundo virtual
Publicado pela Associação Brasileira de Estudos da Trans-Homocultura (ABETH), o livro também traz um glossário completo de conceitos para entender o funcionamento do mundo virtual: capitalismo de vigilância, colonialismo de dados, justiça algorítmica, soberania e ativismo digital, além de defender a importância da regulação das plataformas.
O prefácio é de Veronyka Gimenes e Amanda Claro, do Código Não Binário. Ju Motter, pesquisador do Gig@ e fundador do Coletivo VelcroChoque, e Renan Quinalha, escritor e professor da Unifesp, assinam os textos de quarta-capa.

Divulgação | Editora Abeth





