18 de junho de 2026

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ACNUR pede que jovens apoiem refugiados no Dia Mundial do Refugiado

Geral Refugiados 18/06/2026 18:48 Yana Lima e Paola Bello (ACNUR - Agência da ONU para Refugiados)

No Dia Mundial do Refugiado, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) convoca os jovens a defenderem o direito de buscar proteção em outros países, como uma rede de segurança para todos. A campanha 'Até cada pessoa estar a salvo' lembra que ninguém está seguro enquanto houver pessoas vulneráveis fugindo de guerras e perseguições.

No dia 20 de junho, Dia Mundial do Refugiado, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) quer mobilizar os jovens para defender o direito de pedir asilo. Esse direito é um bem para toda a humanidade e a base da proteção internacional.

O tema deste ano é "Até cada pessoa estar a salvo". Em um momento em que o direito de buscar proteção está sendo ameaçado em muitos lugares, essa mensagem lembra a importância da Convenção de 1951 sobre Refugiados. Essa convenção foi criada há 75 anos com uma ideia simples e poderosa: qualquer pessoa tem o direito de buscar proteção.

  • A Convenção de 1951 foi criada após a Segunda Guerra Mundial para proteger quem foge de guerras e perseguições.
  • O ACNUR alerta que o direito de pedir asilo está sob pressão em vários países do mundo.
  • A campanha foca nos jovens, que são mais engajados em causas sociais e de justiça.
  • O Alto Comissário da ONU, Barham Salih, diz que os direitos humanos não podem ser negociados.
  • O objetivo é reduzir pela metade, em dez anos, o número de refugiados que dependem de ajuda humanitária.

Jovens como defensores do asilo

A mensagem "Até cada pessoa estar a salvo" é direcionada aos jovens. Eles estão comprometidos com a justiça social e a solidariedade, mesmo enfrentando incertezas e dificuldades econômicas. A campanha quer que os jovens vejam o asilo não como algo distante, mas como uma rede de segurança que protege os mais vulneráveis hoje e pode proteger qualquer um amanhã.

Promessa universal de proteção

"Há 75 anos, das cinzas da Segunda Guerra Mundial, o mundo fez uma promessa: qualquer pessoa forçada a se deslocar por guerra, conflito ou perseguição teria o direito de encontrar segurança", disse o Alto Comissário do ACNUR, Barham Salih. "Essa promessa foi feita para nossos avós, para nós e para as futuras gerações."

"Hoje, essa rede de segurança está sob pressão. Mas os direitos humanos são inegociáveis. Segurança não é um privilégio. Ninguém está seguro até que as pessoas mais vulneráveis estejam seguras. Os jovens lembram o mundo disso todos os dias", completou Salih.

Desafio aos estereótipos

A campanha desafia os estereótipos sobre refugiados e mostra que o direito de buscar proteção é uma tábua de salvação que vai além de fugir da guerra. Essa visão reflete a meta de Salih de reduzir em mais da metade, na próxima década, o número de refugiados em situação prolongada que dependem de ajuda humanitária. Para isso, será preciso aumentar oportunidades de retorno voluntário, reassentamento, emprego, saúde e educação, além de apoiar a integração local.

Depoimento de uma refugiada

"Ninguém escolhe deixar tudo o que ama. É uma experiência devastadora que pode acontecer com qualquer um. Como alguém que já viveu o deslocamento forçado, sei que é pura coincidência que hoje não sejamos você ou eu que estamos fugindo. O direito de buscar proteção é uma promessa fundamental da nossa humanidade. Até que todas as pessoas estejam seguras, devemos continuar unidos", disse Maya Ghazal, Embaixadora da Boa Vontade do ACNUR e a primeira refugiada síria a se tornar piloto.

"Como refugiada, sei que o asilo é uma tábua de salvação que oferece esperança. A empatia dos jovens me faz acreditar que essa proteção internacional se manterá. Estamos todos conectados e não vamos parar de levantar nossas vozes até que todos estejam seguros", acrescentou Maya.

Como participar

A campanha "Até cada pessoa estar a salvo" foi lançada nas plataformas digitais do ACNUR, dando voz aos refugiados e oferecendo ferramentas para os jovens aprenderem, discutirem e defenderem o direito de buscar proteção. O ACNUR convida jovens, criadores e líderes comunitários do mundo todo a se juntarem à campanha e ajudarem a manter viva essa promessa universal de proteção.