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Professores da UNEB param atividades em protesto contra o governo

Geral Greve 18/05/2026 19:00 Redação bahianoticias.com.br

Os professores da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) vão parar as aulas nesta quarta-feira (20) em todos os 27 campis da universidade. Eles estão protestando porque o governo do estado não quer conversar sobre os direitos dos professores. A paralisação foi decidida em uma reunião dos professores e também vai contar com profissionais de outras universidades. Os professores estão cobrando coisas como o pagamento de insalubridade, melhoria no plano de saúde e mais dinheiro do governo para a educação.

Os professores da UNEB aprovaram a paralisação das atividades acadêmicas para a quarta-feira (20), nos 27 campi da universidade, distribuídos por todas as regiões da Bahia. O protesto de 24h denuncia a falta de diálogo do governo estadual. Segundo a categoria, a gestão recusa-se a negociar a pauta de reivindicações. A paralisação foi deliberada, por unanimidade, na assembleia híbrida da Associação dos Docentes da UNEB (ADUNEB), realizada em Salvador, na tarde desta quinta-feira (14) e será seguida também por docentes da UESB e UESC.

  • Por que estão parando Os professores querem que o governo estadual negocie direitos trabalhistas, como adicional de insalubridade e melhoria do plano de saúde.
  • Quando vai ser á a paralisação As aulas vão parar nesta quarta-feira, dia 20, em todos os 27 campi da UNEB na Bahia.
  • Quem está envolvido Além dos professores da UNEB, também vão parar os professores da UESB e UESC.
  • Há quanto tempo pedem reunião A última conversa com o governo foi em julho de 2025, há quase 10 meses, e os professores dizem que não são ignorados.
  • O que mais pedem Eles também querem que o governo invista mais dinheiro na educação, chegando a pelo menos 7% da receita do estado.

A Coordenadora Geral da ADUNEB, Karina Sales, afirma que a última reunião aconteceu em 29 de julho de 2025 de 2025. “Há quase dez meses buscamos a negociação. Temos direitos trabalhistas garantidos em lei que estão sendo desrespeitados, a exemplo dos adicionais de insalubridade. É importante lembrar que o governador, que agora vira as costas às universidades estaduais, é professor da UEFS. Esse desrespeito com os colegas é um absurdo!”, critica Karina.

A pauta unificada de reivindicações foi protocolada junto ao Governo em dezembro de 2025 pelo Fórum das ADs — espaço de articulação política que reúne as seções sindicais dos docentes da UNEB, UEFS, UESB e UESC. Entre os principais pontos estão: a regularização de adicionais de insalubridade e periculosidade; a recomposição de direitos retirados nos últimos anos, a exemplo dos anuênios; a revogação da reforma da previdência estadual; a requalificação do Planserv, com ampliação do investimento do governo; o aumento do repasse orçamentário do Estado para, no mínimo, 7% da Receita Líquida de Impostos; e o cumprimento integral do orçamento aprovado.

Na tentativa de retomar as negociações, os docentes alegam ter feito inúmeros telefonemas e protocolos nas secretarias de governo. Sem resposta, o Fórum das ADs intensificou, nos últimos meses, a mobilização e as ações de comunicação.