16 de maio de 2026

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Justiça liberta delegado baleado e impõe regras para ele seguir

Geral Liberdade 16/05/2026 15:20 Ana Julia Pereira primeirapagina.com.br

Um delegado que levou um tiro foi solto pela Justiça. Ele teve que entregar a arma e foi afastado do trabalho. O crime aconteceu em Sorriso, Mato Grosso, e o delegado ainda está no hospital se recuperando.

O delegado Bruno França passou por audiência de custódia na noite dessa sexta-feira (15) e, em decisão, o juiz Arthur Moreira Pedreira de Albuquerque, da 2ª Vara Criminal de Sorriso (MT), concedeu a liberdade provisória, fixando algumas medidas cautelares.

A pedido da Corregedoria da Polícia Civil, o delegado foi afastado do cargo público e teve a suspensão do porte de arma de fogo. Na decisão, ficou determinado ainda que ele se mantenha a 200 metros das vítimas e testemunhas, e não frequente a Delegacia de Sorriso, bares, boates, prostíbulos e estabelecimentos congêneres.

  • O delegado Bruno França foi baleado, mas não corre risco de morte e está se recuperando no hospital.
  • A Justiça mandou soltar o delegado, mas com regras: ele não pode usar arma e foi afastado do trabalho.
  • O investigador que atirou no delegado disse que estava sendo ameaçado e entregou várias armas para a polícia.
  • A defesa do delegado contou que ele estava passando por problemas pessoais e estresse no trabalho.
  • O juiz também determinou que o delegado fique longe das vítimas e testemunhas e não vá a bares e boates.

O delegado segue internado em uma unidade hospitalar de Sorriso.

O que a defesa do delegado disse

Ainda nesta sexta-feira (15), a defesa do delegado emitiu nota informando que, nos últimos dois meses, o delegado vinha atravessando um período de sofrimento psicológico, devido a uma crise familiar e a condições de trabalho de extrema tensão.

A defesa que solicitou o afastamento temporário do cargo e suspensão do porte de arma, requereu ao Juízo Criminal da Comarca de Sorriso a recomendação de que Bruno seja acompanhado por profissional especializado, no caso um psicólogo, para avaliar no aspecto clínico a necessidade de afastamento do profissional e eventual retorno. As medidas foram deferidas pela autoridade judiciária.

Como aconteceu o crime

Segundo o boletim de ocorrência da PM, o investigador suspeito do crime estava alterado emocionalmente quando os policiais chegaram ao local.

Roberto contou aos policiais militares que vinha sendo ameaçado pelo delegado Bruno França e afirmou que o policial civil teria ido até a casa dele antes de os disparos serem efetuados, conforme o documento.

Durante a abordagem, o investigador entregou aos policiais uma pistola, além de outras armas que estavam dentro da casa dele. Ao todo, foram apreendidos armamentos, munições, carregadores e equipamentos táticos. Ele não foi preso.

Após o atentado, o delegado conseguiu dirigir até uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade, onde recebeu os primeiros atendimentos médicos. Ele foi estabilizado, transferido para o Hospital Vila Romana e não corre risco de morte.