Uma creche funcionando sem alvará em uma casa alugada no Bairro Coronel Antonino, em Campo Grande, foi denunciada por moradores. Cerca de 20 crianças de 0 a 10 anos ficam no local, que não tem estrutura adequada de segurança e supervisão. A denúncia também relata barulho excessivo que incomoda vizinhos. O Conselho Tutelar já vistoriou, mas o local continua funcionando.
Moradores de um bairro residencial de Campo Grande denunciaram o suposto funcionamento irregular de uma creche em uma casa alugada no Bairro Coronel Antonino. Conforme a denúncia, o espaço estaria operando há cerca de três meses sem alvará de funcionamento e em condições consideradas inadequadas para as crianças.
De acordo com o boletim de ocorrência, cerca de 20 crianças, com idades entre 0 e 10 anos, ficam na casa durante todo o dia. A denúncia aponta que os menores ficam em um mesmo espaço, sem estrutura adequada de segurança e supervisão contínua.
- A creche funciona há 3 meses sem alvará.
- Cerca de 20 crianças de 0 a 10 anos são cuidadas no local.
- As crianças ficam em um espaço sem segurança e supervisão adequadas.
- Vizinhos reclamam do barulho constante de gritos e choros.
- O Conselho Tutelar vistoriou, mas a creche continua funcionando.
Parte das crianças permaneceria em uma varanda nos fundos da residência, enquanto a casa principal segue sendo utilizada pela família que mora no local.
Os denunciantes afirmam ainda que o ambiente não oferece atividades monitoradas regularmente e que, em alguns momentos, as crianças ficariam sozinhas enquanto a responsável realizava tarefas domésticas dentro da residência.
Além das suspeitas de irregularidade no funcionamento da creche, moradores relatam transtornos causados pelo barulho constante de gritos e choros das crianças. Segundo o boletim, vizinhos próximos afirmam que o ruído tem afetado a rotina das famílias, especialmente idosos e pessoas que trabalham em período noturno.
Os moradores informaram que diversas denúncias já foram feitas à Polícia Militar, ao Conselho Tutelar e à Secretaria Municipal de Educação (Semed). Conforme o registro, o Conselho Tutelar realizou vistoria no imóvel e informou que não encontrou violações relacionadas aos direitos das crianças, mas que acionaria a Semed para verificar a situação do alvará e da autorização de funcionamento.
Mesmo após as denúncias, o local continuaria funcionando normalmente até a data do registro da ocorrência.
O caso foi registrado como perturbação do trabalho ou do sossego alheio e exercício de atividade econômica sem o cumprimento das exigências legais.

(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)


