Quase 18 anos depois da morte de Isabella Nardoni, uma nova denúncia pede a reabertura do caso. O documento, enviado a uma comissão internacional, diz que Anna Carolina Jatobá teria confessado na prisão que o sogro, Antônio Nardoni, mandou cometer o crime. A defesa da família nega tudo e promete processar os acusadores.
Quase 18 anos depois da morte de Isabella Nardoni, o caso voltou a ganhar repercussão depois que uma denúncia enviada à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), em Washington, citou relatos de uma suposta confissão de Anna Carolina Jatobá na prisão.
- Nova denúncia: Um documento pede a reabertura do caso Isabella Nardoni, quase 18 anos depois do crime.
- Suposta confissão: Anna Carolina Jatobá teria dito na prisão que o sogro mandou matar a menina.
- Ação na justiça internacional: O pedido foi enviado para a Comissão Interamericana de Direitos Humanos, nos Estados Unidos.
- Defesa nega: A família Nardoni diz que as acusações são falsas e vai processar os responsáveis.
- Sem provas oficiais: Não há gravação, confissão assinada ou depoimento oficial que comprove a história.
O documento foi enviado pela Associação do Orgulho LGBTQIAPN+ de São Paulo e pede a reabertura das investigações e a prisão de Antônio Nardoni, pai de Alexandre Nardoni. As informações foram divulgadas primeiro pela coluna de Fábia Oliveira, do Metrópoles.
O que diz a nova denúncia
Segundo a petição, pelo menos três policiais penais teriam ouvido comentários de Anna Carolina Jatobá dentro do presídio. Os relatos dizem que ela teria falado sobre a participação do sogro no planejamento do crime.
As palavras de Anna Carolina Jatobá
Em um dos trechos citados no documento, Anna teria dito que agiu a mando "daquele véio", expressão que, segundo as testemunhas, seria uma referência a Antônio Nardoni.
Falta de provas oficiais
Apesar das alegações, não há informações sobre gravações, confissão formal assinada ou qualquer depoimento judicial oficial relacionado às supostas declarações.
Alteração de provas
A denúncia também diz que Antônio Nardoni teria orientado mudanças em provas para simular um acidente na época da morte de Isabella, em 2008. Com base nesses relatos, a associação pede proteção às testemunhas, acompanhamento internacional do caso e a prisão preventiva do pai de Alexandre Nardoni.
O que diz o Ministério Público
Segundo as publicações, o Ministério Público de São Paulo está analisando os pedidos apresentados no documento.
A defesa da família Nardoni
A defesa da família Nardoni nega as acusações e informou que pretende adotar medidas judiciais contra os responsáveis pelos depoimentos e pelas novas alegações. Até o momento, não existe decisão judicial determinando a reabertura formal do caso nem investigação criminal contra Antônio Nardoni.
O crime que chocou o Brasil
O assassinato de Isabella Nardoni aconteceu em março de 2008 e se tornou um dos casos criminais de maior repercussão no país. A menina, de 5 anos, morreu depois de ser jogada do sexto andar do prédio onde o pai morava, na zona norte de São Paulo.
A condenação dos pais
Em 2010, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá foram condenados pelo homicídio da criança e por fraude processual. Atualmente, ambos cumprem pena em regime aberto.

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