21 de maio de 2026

?? ºC São Paulo - SP
?? ºC Salvador - BA

'Bela dos mugshots' reclama da fama após fichamentos em delegacias

Geral Fama 30/03/2026 15:10 Fernando Moreira

'Não tinha ideia de como isso iria arruinar as coisas para mim', desabafou Sara Jane isbister

Sara Jane Isbister, de 34 anos, teve várias pela polícia da Flórida (EUA). A primeira delas foi aos 21 anos. Foi quando surgiu um apelido que seria reforçado por outras prisões: a "Bela dos mugshots" e "Rainha dos mugshots". Dos seus registros policiais constava que ela tinha 1,70 m de altura e pesava aproximadamente 63 kg, informações que eram repetidas pelos seus fãs.

"Mugshot" é como é chamada nos EUA a foto de fichamento de um preso numa delegacia.

A fama e a beleza se espalhou. E a ficha corrida cresceu: prisões por direção imprudente, excesso de velocidade e posse de drogas. Só em 2011, foram seis detenções.

"Eu não percebia que havia consequências reais naquela idade. Eu era muito imprudente. Eu só queria ser a mais malvada dos malvadas. Fui criada com princípios morais e valores, mas eu era muito rebelde. Tudo tinha que ser cada vez mais radical", desabafou Sara recentemente ao "Sun".

"Fiquei furiosa e chateada. Não tinha ideia de como isso iria arruinar as coisas para mim. É por isso que as pessoas vão me conhecer agora. Mas aí continuei fazendo coisas estúpidas. Não percebi que as pessoas iriam juntar tudo e fazer artigos sobre isso", reclamou.

A americana estava se referindo a uma série de matérias sobre ela, como uma da revista masculina "Maxim", que a incluiu numa reportagem intitulada "O Clube das Garotas Más", com uma coleção de fotos policiais femininas "ridiculamente fotogênicas".

Naquela época, ela trabalhou como garçonete na rede Hooters e, eventualmente, tornou-se stripper.

Com a repercussão, contou Sara, vieram "fake news": pessoas a acusavam de crimes que ela não cometeu, incluindo o "assassinato de um animal de estimação". Sara começou a receber cartas de assassinos condenados.

Um deles chegou a enviar várias cartas e ficar obcecado por Sara. Numa delas, o presidiário a alertava de que ela "deveria estar preparada para ir com ele", caso contrário, ele faria com ela as mesmas coisas que o levaram à prisão. O condenado anotava informações pessoais sobre sua vida. Entre elas, o nome de sua avó e até mesmo a rua onde passou a infância. Sara disse que o presidiário ficava "muito bravo" quando ela não respondia às cartas.

Sara afirmou que todos os seus problemas com a polícia e a Justiça "vieram do uso de drogas", mas ela garante que deixou sua vida problemática para trás. Agora, a americana concentra os seus esforços na arte e na escrita.

"Quando eu usava drogas e trabalhava como stripper, o futuro não era a minha prioridade. Cada dia era sobre o que estava acontecendo bem na minha frente, o que é um estilo de vida muito perigoso", finalizou ela.