'Não tinha ideia de como isso iria arruinar as coisas para mim', desabafou Sara Jane isbister
Sara Jane Isbister, de 34 anos, teve várias pela polícia da Flórida (EUA). A primeira delas foi aos 21 anos. Foi quando surgiu um apelido que seria reforçado por outras prisões: a "Bela dos mugshots" e "Rainha dos mugshots". Dos seus registros policiais constava que ela tinha 1,70 m de altura e pesava aproximadamente 63 kg, informações que eram repetidas pelos seus fãs.
"Mugshot" é como é chamada nos EUA a foto de fichamento de um preso numa delegacia.
A fama e a beleza se espalhou. E a ficha corrida cresceu: prisões por direção imprudente, excesso de velocidade e posse de drogas. Só em 2011, foram seis detenções.
"Eu não percebia que havia consequências reais naquela idade. Eu era muito imprudente. Eu só queria ser a mais malvada dos malvadas. Fui criada com princípios morais e valores, mas eu era muito rebelde. Tudo tinha que ser cada vez mais radical", desabafou Sara recentemente ao "Sun".
"Fiquei furiosa e chateada. Não tinha ideia de como isso iria arruinar as coisas para mim. É por isso que as pessoas vão me conhecer agora. Mas aí continuei fazendo coisas estúpidas. Não percebi que as pessoas iriam juntar tudo e fazer artigos sobre isso", reclamou.
A americana estava se referindo a uma série de matérias sobre ela, como uma da revista masculina "Maxim", que a incluiu numa reportagem intitulada "O Clube das Garotas Más", com uma coleção de fotos policiais femininas "ridiculamente fotogênicas".
Naquela época, ela trabalhou como garçonete na rede Hooters e, eventualmente, tornou-se stripper.
Com a repercussão, contou Sara, vieram "fake news": pessoas a acusavam de crimes que ela não cometeu, incluindo o "assassinato de um animal de estimação". Sara começou a receber cartas de assassinos condenados.
Um deles chegou a enviar várias cartas e ficar obcecado por Sara. Numa delas, o presidiário a alertava de que ela "deveria estar preparada para ir com ele", caso contrário, ele faria com ela as mesmas coisas que o levaram à prisão. O condenado anotava informações pessoais sobre sua vida. Entre elas, o nome de sua avó e até mesmo a rua onde passou a infância. Sara disse que o presidiário ficava "muito bravo" quando ela não respondia às cartas.
Sara afirmou que todos os seus problemas com a polícia e a Justiça "vieram do uso de drogas", mas ela garante que deixou sua vida problemática para trás. Agora, a americana concentra os seus esforços na arte e na escrita.
"Quando eu usava drogas e trabalhava como stripper, o futuro não era a minha prioridade. Cada dia era sobre o que estava acontecendo bem na minha frente, o que é um estilo de vida muito perigoso", finalizou ela.

Sara Jane Isbister fichada em delegacias na Flórida Foto: Reprodução





