Presidente americano alega, sem apresentar nenhuma evidência, que embarcação atacada estava carregada com "drogas suficientes para matar de 25 a 50 mil pessoas"
O presidente Donald Trump defendeu o ataque mais recente dos EUA a um barco que operava no Caribe e que as autoridades consideraram um "navio do narcotráfico", alegando, sem apresentar nenhuma evidência, que ele estava carregado com "drogas suficientes para matar de 25 a 50 mil pessoas".
"Um barco carregado com drogas suficientes para matar de 25 a 50 mil pessoas foi impedido, no início desta manhã, na costa da Venezuela, de entrar em território americano", escreveu Trump em uma publicação na Truth Social.
A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, momentos após a publicação do presidente, também defendeu os ataques.
"O presidente comandou essas ações, esses ataques contra cartéis de drogas venezuelanos e esses barcos, de acordo com sua responsabilidade de proteger os interesses dos Estados Unidos no exterior", disse Leavitt a repórteres durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca.
As Forças Armadas dos EUA realizaram o ataque na manhã desta sexta-feira (3), anunciou o secretário de Defesa, Pete Hegseth, em uma publicação nas redes sociais. O ataque matou todas as quatro pessoas a bordo, disse Hegseth.
O ataque marca pelo menos o quarto ataque militar americano conhecido no Caribe desde o início de setembro, todos tendo como alvo barcos que o governo alega serem "afiliados" a cartéis de drogas que os EUA designaram como organizações terroristas nos últimos meses.
Hegseth publicou no X nesta sexta-feira que, por ordem de Trump, ele comandou o "ataque letal e cinético contra uma embarcação de narcotráfico afiliada a Organizações Terroristas Designadas na área de responsabilidade do Comando Sul dos Estados Unidos".

Presidente dos EUA, Donald Trump Leon Neal/Pool via REUTERS


