Durante o GP de São Paulo, todo o óleo usado nas trocas de motor é coletado e reciclado para evitar a contaminação de fontes de água, transformando-se em novos produtos.
Enquanto o público acompanha os pit stops do GP São Paulo neste fim de semana, uma operação acontece longe das câmeras: a coleta de todo o óleo lubrificante trocado nos boxes de Interlagos.
Pelo quinto ano consecutivo, a Lwart Soluções Ambientais recolhe o óleo usado pelas equipes e o leva até sua fábrica em Lençóis Paulista (SP), onde ele passa pelo rerrefino, uma espécie de reciclagem que o transforma em matéria-prima para novos lubrificantes. O cuidado é necessário: 1 litro de óleo usado descartado de forma incorreta pode contaminar até 1 milhão de litros de água.
Impacto Ambiental e Dados Importantes
A gestão desse resíduo é crucial. Para entender melhor a importância dessa operação, veja o resumo a seguir:
- Um único litro de óleo mal descartado contamina 1 milhão de litros de água.
- A Lwart é a líder nacional na coleta e rerrefino de óleo usado no Brasil.
- O processo é chamado de rerrefino e gera matéria-prima para novos lubrificantes.
- A parceria entre o GP e a empresa existe desde 2022.
- Em 2026, a fábrica será a segunda maior rerrefinaria do mundo.
Quem acompanha a corrida da principal categoria do automobilismo mundial de 6 a 8 de novembro, das arquibancadas ou pela TV, verá pit stops cronometrados em segundos. Longe das câmeras, porém, acontece uma cena que todo motorista está acostumado: a troca de óleo do motor. E o que sai dos veículos nesse momento exige atenção.
O óleo retirado dos motores dos carros da competição, conhecido como OLUC (Óleo Lubrificante Usado ou Contaminado), é classificado como resíduo perigoso e tem alto poder de contaminação. Segundo a AMBIOLUC, associação que representa o setor, um único litro descartado de forma incorreta pode poluir até 1 milhão de litros de água, volume suficiente para abastecer uma família de quatro pessoas por 14 anos. Por isso, a legislação brasileira determina que todo óleo usado seja coletado e destinado exclusivamente ao rerrefino.
Parceria e Responsabilidade
Preocupado com esse impacto, o GP São Paulo mantém, desde 2022, uma parceria com a Lwart Soluções Ambientais, líder nacional na coleta e no rerrefino de OLUC, para que todo o lubrificante descartado pelas equipes tenha o destino correto. A logística reversa já faz parte da rotina da etapa brasileira: começa durante as atividades de pista e termina com a comprovação de que o resíduo seguiu o caminho previsto em lei.
Nas corridas, motor e lubrificante trabalham no limite: altas rotações e temperaturas extremas exigem trocas muito mais frequentes do que em um carro de rua. E, ao fim da corrida, todo esse óleo precisa ser recolhido com segurança. No GP de São Paulo a evolução passa não só pela tecnologia e pelo desempenho, mas também pela responsabilidade com o futuro, diz o comentarista Felipe Giaffone.
Iniciativas como a coleta e o rerrefino do OLUC mostram que é possível dar um novo ciclo a um material essencial para as pistas e reduzir o impacto ambiental.
Processo de Reciclagem
Durante o fim de semana, tambores instalados na área dos boxes das equipes armazenam o óleo retirado dos carros. Ao final do evento, a equipe da Lwart recolhe o material e o transporta, em caminhões especialmente equipados, até sua planta em Lençóis Paulista (SP). Lá, ele passa pelo rerrefino, uma espécie de reciclagem que transforma o resíduo em matéria-prima para novos lubrificantes.
Com a operação, o GP São Paulo recebe o Certificado de Destinação Final, documento que atesta a conformidade ambiental do evento.
Em uma corrida, cada detalhe faz diferença, e o destino do óleo também. Há cinco anos, nossa equipe atua ativamente na gestão desse resíduo perigoso. Esse compromisso vale nas pistas e nas ruas. Em toda troca, o óleo usado precisa ter o mesmo fim: uma empresa certificada e autorizada pela ANP, afirma João Vianney, diretor de Coleta da Lwart Soluções Ambientais.

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