17 de setembro de 2026

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Botafogo contrata Tite para tentar salvar temporada do rebaixamento

Esportes Futebol 17/09/2026 16:38 Redação ODIA / Meia Hora meiahora.com.br

O Botafogo encerrou o ciclo de técnicos jovens e contratou Tite, que assinou até 2028 com o objetivo de tirar o time da zona de rebaixamento do Brasileirão e brigar pela Libertadores.

Após quase um mês de indefinição, o Botafogo decidiu mudar os planos para a reta final da temporada e contratou um novo treinador. Com o objetivo de encerrar o momento de dificuldade técnica e recolocar a equipe nos trilhos, a diretoria alterou a estratégia e optou por um nome com vasta experiência no futebol nacional e internacional: Tite.

O treinador de 65 estava sem clube desde o mês de março. Ele assinou um contrato que se estende até o fim de 2028, o que demonstra a confiança da administração em longo prazo. Esta é uma mudança significantes em relação ao perfil escolhido nos últimos anos pelo clube.

  • Tite chega ao Botafogo assinando contrato até dezembro de 2028;
  • O treinador é o 10º a comandar o clube desde a virada para a gestão SAF em 2022;
  • Antes de Tite, o clube apostou em jovens como Davide Ancelotti e Franclim Carvalho;
  • Renato Paiva teve passagem breve, marcada pela vitória sobre o PSG, mas foi demitido;
  • O objetivo principal é fugir da zona de rebaixamento e brigar por vaga na Libertadores.

A era dos técnicos jovens e instáveis

Com a chegada de Tite, o Botafogo encerra um ciclo de apostas em treinadores mais novos e menos experientes. Desde 2022, quando iniciaram-se as reformas na gestão com a Sociedade Anônima do Futebol (SAF), este será o décimo técnico a assumir o comando do time.

O período anterior à chegada de Tite foi marcado por diversas trocas. Após a saída do português Artur Jorge em janeiro de 2025, o Alvinegro teve quatro treinadores em um curto espaço de tempo. Dentre eles, dois tinham menos de 40 anos: Davide Ancelotti, com 36 anos, e Franclim Carvalho, com 39 anos.

Curiosamente, tanto Davide Ancelotti quanto Franclim Carvalho viviam sua primeira experiência como treinadores principais de uma equipe profissional de grande porte no momento em que chegaram ao Botafogo. Essa aposta na juventude não trouxe os resultados esperados pela torcida e pela diretoria.

A passagem de Anselmi e a tentativa de Renato Paiva

Além dos nomes citados, o comando do Botafogo ainda passou por Martin Anselmi, de 41 anos, e Renato Paiva, 56 anos. A escolha por Renato Paiva era a tentativa inicial de substituir Artur Jorge com um nome de peso, mas o resultado não se manteve.

Renato Paiva ficou marcado positivamente pela vitória contra o Paris Saint-Germain, da França, na Copa do Mundo de Clubes de 2025. No entanto, o episódio brilhante não foi suficiente para manter o vínculo. Pouco depois do torneio, o treinador foi demitido, o que levou o clube a retomar a aposta em nomes mais jovens nas subsequentes trocas.

A sequência de saídas e a instabilidade na beira do campo evidenciaram que a estratégia de priorizar treinadores de primeira viagem ou mais jovens estava falhando. O cenário se complicou à medida que o risco de queda de divisão aumentou.

O cenário de risco no Brasileirão

O fator decisivo para a mudança de postura da diretoria foi o desempenho do time no Campeonato Brasileiro. Sem sucesso com os treinadores anteriores e vendo o risco de rebaixamento crescer na tabela de pontuação, a direção entendeu que era necessário um choque de realidade.

Por isso, Tite, um desejo antigo da cúpula do clube, voltou a ser considerado. As negociações avançaram rapidamente, resultando no acordo assinado. A meta declarada é clara: afastar o Botafogo da zona de rebaixamento o quanto antes e buscar uma posição que permita a disputa da próxima edição da Libertadores da América.

Mudança de perfil

A histórica carreira de Tite no futebol

Tite possui um currículo vitorioso que justifica a aposta da diretoria. O grande destaque de sua carreira ocorreu nos anos de 2011 e 2012, quando comandou o Corinthians. Naquela época, ele conquistou o Campeonato Brasileiro, a Copa Libertadores e, em seguida, a Copa do Mundo de Clubes da FIFA, formando uma tríplice coroa histórica.

Depois de deixar o Corinthians, Tite retornou ao clube paulista em 2015, onde novamente foi campeão nacional. Esse retorno bem-sucedido consolidou seu nome e abriu portas para a Seleção Brasileira, onde passou a ser uma figura central no futebol nacional.

Seu trabalho à frente da Seleção incluiu as Copas do Mundo de 2018 e 2022. Apesar de manter um bom retrospecto nas eliminatórias e levar a seleção para as quartas de final em ambos os mundiais, eliminando por Bélgica e Croácia, respectivamente, o único título conquistado no período foi a Copa América de 2019.