O Campeonato Brasileiro de 2026 já teve 16 demissões de técnicos dos 20 clubes participantes. Três profissionais demitidos por um time já assumiram rivais, mostrando a instabilidade no comando das equipes.
O futebol brasileiro de 2026 tem se destacado por uma instabilidade muito grande no comando técnico dos times. Neste ano, o Campeonato Brasileiro já registrou a demissão de 16 treinadores, um número assustador para uma competição com apenas 20 clubes. Além disso, três profissionais que foram mandados embora por um clube já voltaram a treinar outras equipes do mesmo torneio, criando a famosa figura do vira-casaca no cenário esportivo.
A situação mais recente envolve o Grêmio. No domingo dia 13, o clube gaúcho se tornou a 12ª equipe a trocar de técnico nesta edição. O português Luís Castro foi o 16º profissional a perder o emprego em 2026. Logo na segunda-feira, o Grêmio anunciou a contratação de Renato Gaúcho, que havia saído do Vasco, para assumir o cargo até o fim do ano.
O que você precisa saber sobre as mudanças no futebol
- 16 demissões: Dezoito técnicos já foram demitidos pelos 20 times da Série A.
- Vira-casacas: Renato Gaúcho, Fernando Diniz e Dorival Júnior mudaram de lado após serem demitidos.
- Grêmio: Contrata Renato Gaúcho para seu quinto período no clube.
- Estabilidade r: Apenas 8 clubes mantiveram o mesmo treinador no ano.
- Exceção: Filipe Luís, demitido do Flamengo, agora joga na França.
Além do caso de Renato Gaúcho, que fez sua quinta passagem pelo Grêmio, outros dois treinadores tiveram experiências semelhantes. Fernando Diniz foi demitido do Vasco em fevereiro e, já em abril, assumiu a lateral técnica do Corinthians. Pouco depois, Dorival Júnior, que havia deixado o Corinthians, foi contratado pelo rival São Paulo. Esse tipo de troca rápida de rivais é comum, mas a frequência deste ano é atípica.
Alguns clubes estão se mostrando mais instáveis que outros na hora de contratar. O Vasco mandou embora dois técnicos no ano. O mesmo aconteceu com o São Paulo, que trocou Hernán Crespo por Roger Machado. O Botafogo também viveu agitação, demitindo Martin Anselmi em março e contratando Franclim Carvalho logo em seguida. A Chapecoense está em seu terceiro treinador na temporada, após as passagens de Gilmar Dal Pozzo e Fábio Matias.
Clubes que mantiveram a mesma base
No contraponto a essa instabilidade, alguns clubes estão mostrando que é possível ter estabilidade. Atualmente, oito equipes da Série A não trocaram de técnico em 2026. Entre eles estão o Athletico-PR, com Odair Hellman, e o Bahia, com Rogério Ceni.
O Palmeiras segue sob o comando de Abel Ferreira desde outubro de 2020. Apesar de um ano sem títulos em 2025, a equipe manteve o treinador, que conquistou diversos troféus anteriormente. O Bahia também é um exemplo de constância, tendo conquistado estaduais e a Copa do Nordeste sob o comando de Ceni.
Rafael Guanaes, do Mirassol, é outro nome que permanece. Ele levou o time para a Libertadores inédita, mas agora luta contra o rebaixamento com o mesmo comando. Já Paulo Pezzolano, do Internacional, está com o cargo mais ameaçado devido aos maus resultados recentes, como a eliminação na Copa do Brasil e a dificuldade no campeonato.
A trajetória de Filipe Luís na Europa
Filipe Luís também está nessa lista de técnicos que mudaram de lado, embora agora para fora do Brasil. Após demitir do Flamengo em 2026, mesmo depois de uma campanha vitoriosa em 2025, ele seguiu para a Europa.
Atualmente, o ex-lateral comanda o AS Monaco, da França, e ocupa a segunda posição no campeonato local, tendo até mesmo derrotado o poderoso Paris Saint-Germain. Enquanto Filipe Luís busca sucesso fora, Filipe Luís é substituído no Flamengo por Leonardo Jardim, um nome experiente que havia deixado o Cruzeiro recentemente.
A troca constante de treinadores impacta a tática e a confiança dos jogadores. Em 2026, o Campeonato Brasileiro parece ser um teste de resistência, tanto para as equipes quanto para os profissionais que precisam se adaptar rapidamente a novas realidades dentro de campo.

Renato Gaúcho retorna ao Grêmio



