10 de outubro de 2026

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Série B continua com incertezas: quem sobe direto, quem vai pro mata-mata e quem pode rebaixar ainda está tudo decidido

Esportes Série B 15/09/2026 08:50 Tom Barros - Diário do Nordeste diariodonordeste.verdesmares.com.br Fortaleza CE

Com apenas dez rodadas para o fim da fase única e a mínima diferença de pontos entre os candidatos ao topo, ainda não há time garantido na classificação direta. Na zona de rebaixamento, a disputa está ainda mais acirrada. Entre bastidores, o ex-jornalista Tom Barros fala sobre jogadores decisivos, treinadores difíceis e anedotas épicas de sua longa carreira.

Com apenas dez rodadas faltando para o fim da fase única da Série B, o campeonato continua cheio de incertezas. Nesta etapa, os dois melhores times sobem para a Série A de forma direta. Depois disso, acontece o playoff, um sistema de mata-mata que classifica mais duas equipes para o campeonato de elite.

Esse mata-mata funciona assim: o terceiro colocado enfrenta o sexto, e o quarto enfrenta o quinto, em confrontos de ida e volta. Ou seja, a classificação direta já traz dois times, e o playoff soma mais dois, totalizando quatro equipes na elite a partir desta edição.

Disputa apertada no topo

Na parte alta da tabela, a diferença de pontos entre os times é tão pequena que ainda não há ninguém oficializado nos dois primeiros lugares, que garantem a subida para a Série A. São os postos mais queridos de todos, e por isso mudam de dono a cada rodada.

Isso deve continuar assim pelo menos mais dez rodadas. A próxima decisão é de vital importância, porque pode definir os destinos de mais de um clube até perto do fim do campeonato.

Rapidez sobre a Série B agora

  • Sobram apenas 10 rodadas para fechar a fase única da Série B.
  • Nenhum time ainda está garantido na classificação direta para a Série A.
  • O playoff, com dois confrontos de ida e volta, ainda classifica mais três vagas para a elite.
  • A zona de rebaixamento é disputada por Ceará, Botafogo-PB e Avaí, com mínima diferença de pontos.
  • O Fortaleza pode cair nos dois primeiros até o fim, enquanto o Ceará vive preocupado.

Zona de risco no rebaixamento

Na parte baixa da tabela, ou seja, na região de rebaixamento, também há muita insegurança. Como a diferença de pontos entre o Ceará, o Botafogo-PB e o Avaí é mínima, esses clubes entram e saem da zona perigosa a cada jogo.

O Fortaleza está descansado porque ocupa um lugar que, no momento, o leva direto ao mata-mata. Ele ainda pode chegar aos dois primeiros até o fim do campeonato. Já o Ceará tem uma preocupação muito maior, por motivos óbvios.

Jogadores que brilham nas grandes partidas

Há jogadores que se destacam especialmente nos jogos grandes e nas partidas decisivas. No Clássico-Rei, o atacante Melk, do Ceará, foi um exemplo perfeito disso.

A forma como ele entrou no lance que resultou no gol do empate mostrou todo o seu poder de decisão, principalmente perto do fim da partida.

Atacante confiante sob pressão

Já o atacante Vitinho, do Fortaleza, tem mostrado sua personalidade nos jogos mais importantes. Ele se sente à vontade mesmo quando a pressão é enorme.

Seus gols, geralmente muito bem feitos, provam também que ele tem um grande poder de finalizar.

As entrevistas difíceis

Em mais de 61 anos de carreira como jornalista, o autor encontrou alguns treinadores e jogadores que se mostraram difíceis de entrevistar.

Com habilidade, ele evitou conflitos e sempre suavizou as conversas. Entre três nomes, ele cita Givanildo Oliveira, Mário Sérgio e Urubatão Nunes.

Segundo ele, com educação e respeito, todas as situações se resolvem.

Uma história que marca época

No início de sua carreira, na década de 1960, ele foi tentar entrevistar o Dino Sani, veterano volante do São Paulo.

O camisa 4 já defendia o clube ao lado do Pelé. Ele estava cansado de responder a mesma pergunta.

Quando o jornalista disse simplesmente: "então não responda", o volante sorriu e o bate-papo acabou naquela hora.

Boa e ruim entre as pessoas

Existem treinadores arrogantes. Existem treinos simpáticos. Existem treinadores de temperamento. Existem coaches humildes.

Há também os que se julgam melhores do que todo mundo, como se fossem intocáveis. Há ainda os que falam sem filtro, sem educação.

Esse tipo de divisão existe em todas as profissões, inclusive na dos cronistas esportivos.