Os clubes da Futebol Forte União (FFU) querem mudar as regras do grupo para diminuir o poder do investidor, aumentar a força dos times e abrir caminho para uma liga única com a CBF.
Dirigentes da Futebol Forte União (FFU) prepararam uma proposta para mudar o estatuto do grupo de clubes. A nova regra abre caminhos que interessam à CBF para criar uma liga única, como o fim do condomínio caso a união aconteça.
- Os clubes querem ter mais poder nas decisões da liga.
- O investidor atual, a Sports Media Entertainment, perderia força.
- Se a liga única for criada, o condomínio atual pode acabar.
- Os direitos de transmissão e patrocínio passariam para a nova liga.
- O texto da proposta ainda precisa ser aprovado pelos clubes.
As mudanças no estatuto reduzem o poder do investidor, a Sports Media Entertainment, e aumentam a força dos clubes em várias áreas, como o voto para decisões no comitê do condomínio, a gestão financeira e a parte comercial.
Itens estratégicos da proposta
A proposta, que a reportagem teve acesso, tem 24 blocos de alterações que afetam várias cláusulas do estatuto.
Em relação à criação de uma nova liga, os naming rights do Brasileirão, as oportunidades coletivas de patrocínio e os direitos de propriedade intelectual da liga deixam de pertencer exclusivamente ao condomínio e passam a pertencer à liga e aos clubes, com governança própria.
Uma nova cláusula deixa claro que as decisões sobre o estatuto e a governança da liga serão exclusivas dos clubes, sem precisar da aprovação do investidor e sem dar a ele direitos extras.
Outro ponto é a retirada das cláusulas que davam ao investidor a opção de comprar dos clubes parte das propriedades de campo.
A proposta também inclui uma hipótese para o fim do condomínio: a criação efetiva de uma liga unificada de clubes do futebol brasileiro. Nesse caso, os direitos negociados com o investidor voltariam a ser propriedade exclusiva dos clubes.
O documento foi feito por uma comissão aprovada na última assembleia, com representantes dos clubes. A ideia é apresentar o texto para aprovação dos membros do condomínio em breve.
Mais força política para os clubes
Pela proposta, o comitê do condomínio continua com sete membros, mas a proporção muda: os clubes passam a indicar seis integrantes, em vez de cinco. O investidor passa a ter direito a apenas uma cadeira, em vez de duas.
O quórum mínimo para as reuniões do comitê também foi reduzido de 90% para 75%. Com isso, os clubes podem tomar decisões estratégicas mesmo sem a presença do representante do investidor.
Outro ponto que fortalece os clubes é tirar do investidor o poder de contratar o administrador do condomínio e a empresa responsável pela parte comercial. Isso pode ser um risco para Gabriel Lima, atual administrador, e para a Live Mode, que vende os direitos de transmissão.

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