08 de julho de 2026

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Maratonista atropelado conta como luta contra problemas psicológicos após acidente

Esportes Atropelamento 07/07/2026 18:00 Redação Bahia Notícias bahianoticias.com.br

Quase um ano depois de ser atropelado e perder uma perna, o maratonista Emerson Pinheiro, de 29 anos, revela que enfrenta sérios problemas de saúde mental, como crises de choro e insônia. Ele descreve sua mente como um 'turbilhão' e conta como o trauma afeta sua vida. O motorista, que dirigia bêbado e em alta velocidade, responde por tentativa de homicídio, mas está solto.

Quase um ano depois do trágico atropelamento que destruiu sua carreira e fez com que ele perdesse uma perna, o maratonista Emerson Pinheiro, de 29 anos, contou que está passando por sérios problemas de saúde mental. O atleta desabafou nesta segunda-feira (6) sobre o sofrimento que não aparece, descrevendo sua cabeça como um 'turbilhão'.

  • Emerson foi atropelado em agosto de 2025 enquanto treinava na calçada, no bairro da Pituba, em Salvador.
  • O motorista, Cleydson Cardoso Costa Filho, dirigia bêbado e em alta velocidade e subiu com o carro na calçada.
  • O atleta perdeu uma perna e quase perdeu a outra, mas agora luta contra crises de choro e noites sem dormir.
  • Ele diz que a espera pela decisão da Justiça deixa sua cabeça ainda mais pesada e cansada.
  • O motorista responde por tentativa de homicídio, mas está solto, aguardando o julgamento.

Em entrevista ao GG News, com o jornalista Genildo Lawinscky, Emerson contou que a recuperação física vem acompanhada de crises de choro e dificuldade para dormir. As noites mal dormidas são cheias de lembranças do acidente e da atitude do motorista, que subiu na calçada onde ele treinava no dia 16 de agosto de 2025.

A mente não para

O maratonista desabafou: 'Isso acaba sobrecarregando minha cabeça. Tem dias que nem penso em nada, mas tem dias que, quando vou deitar, passa um monte de coisa na minha mente. É um turbilhão na minha mente'.

A dor de perder a perna

Em um relato emocionante, Emerson contou o desgaste mental de esperar as decisões da Justiça e de aceitar sua nova realidade. 'Eu já estava treinando para, quando a recuperação acontecesse, ter um suporte emocional melhor. Tem dias que a gente cansa, vendo toda a situação, esperando para ver se vão ajudar ou não na decisão da Justiça'.

Ele também descreveu o momento em que entendeu de verdade o que havia perdido, quase um ano depois do acidente. 'Fico muito triste, me emociono bastante. Ali foi, para mim, o dia em que a ficha caiu, quando, depois de quase um ano, eu percebi que perdi a perna'.

Mais que recuperação física

Para Emerson, que estuda Educação Física e sempre praticou atletismo, o desafio diário vai muito além da reabilitação do corpo. No começo, o objetivo era voltar a ficar de pé e andar. Agora, a prioridade também é cuidar da mente e do emocional.

O que diz a Justiça

A defesa do corredor, com o advogado Rogério Matos, já tinha criticado a soltura do empresário Cleydson Cardoso Costa Filho depois das primeiras audiências. Mesmo solto, ele responde ao processo e foi denunciado pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) por tentativa de homicídio com dolo eventual, por dirigir bêbado e em alta velocidade.