05 de julho de 2026

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Ancelotti sugere que Martinelli pode substituir Paquetá contra a Noruega

Esportes Copa 05/07/2026 08:10 Lincoln Chaves - Repórter, Agência Brasil agenciabrasil.ebc.com.br

Para o jogo de eliminação deste domingo contra a Noruega, o técnico da seleção brasileira, Carlo Ancelotti, ainda não revelou quem vai ocupar a vaga do meia Lucas Paquetá, que está machucado. Mas o treinador deu pistas de que o atacante Gabriel Martinelli é o nome mais cotado. Além disso, Ancelotti confirmou que Raphinha, que se recuperou de lesão, estará no banco de reservas como opção.

O técnico Carlo Ancelotti tem se acostumado a fazer mistério sobre as escalações que vem mandando a campo na Copa do Mundo. Se foi assim na fase de grupos, não seria diferente para um duelo eliminatório como o deste domingo (5), contra a Noruega, às 17h (horário de Brasília), em Nova Jersey (Estados Unidos).

A dúvida da vez é sobre quem será o substituto de Lucas Paquetá, que sofreu uma lesão no músculo posterior da coxa esquerda na vitória por 2 a 1 sobre o Japão, na última segunda-feira (29), em Houston (Estados Unidos). Embora não tenha batido o martelo quanto ao escolhido, o treinador deu pistas de que o nome seria o do atacante Gabriel Martinelli.

  • Paquetá está fora do jogo por lesão na coxa - O meia se machucou no último jogo contra o Japão e não tem condições de jogar.
  • Martinelli é o nome mais cotado para substituir Paquetá - O técnico Ancelotti falou várias vezes sobre as características de Martinelli, dando a entender que ele é o favorito.
  • Raphinha está de volta após se recuperar de lesão - O atacante voltou a treinar com o grupo e deve ficar no banco de reservas, pronto para entrar no segundo tempo.
  • Ancelotti quer um jogador que saiba atacar e defender - O técnico busca um jogador que possa ajudar na marcação, assim como Paquetá fazia, e também criar jogadas no ataque.
  • O Brasil vem melhorando seu desempenho na Copa - Ancelotti deu notas para os jogos do Brasil: 5 contra Marrocos, 6,5 contra o Haiti, 7 contra a Escócia e 7,5 contra o Japão.

Em uma das respostas da entrevista coletiva deste sábado (4), em Nova Jersey, ao indicar as opções para o lugar do meia, Ancelotti elencou as características projetadas no substituto e, por duas vezes, citou o autor do gol da vitória sobre os japoneses.

"[Precisamos] De um jogador que possa defender pelo lado esquerdo, como fez o Paquetá, quando a equipe não tem a bola. Isto podem fazer Martinelli e [o volante] Danilo [Santos]. Com a bola, ele tem de ocupar bem a posição de meia pela esquerda. Às vezes, pode ser o [atacante] Vinícius [Júnior] e, nesse caso, o [lateral] Douglas Santos avança. Às vezes, pode ser outro jogador, que pode ser o Martinelli. Muda a interpretação do jogador a depender das características", respondeu o italiano.

"Danilo é diferente de Martinelli, que é diferente do [atacante] Matheus Cunha, como também é o [volante] Ederson. O equilíbrio não é somente escolher jogadores com diferentes características, mas manter boa vigilância quando a equipe ataca", completou.

Se não informou a escalação de domingo, Ancelotti confirmou o retorno de Raphinha aos relacionados. O camisa 11 se recuperou da lesão no músculo posterior da coxa direita que sofreu na vitória por 3 a 0 sobre o Haiti, na segunda rodada da fase de grupos, na Filadélfia (Estados Unidos), e desde então tem dado lugar ao também atacante Rayan.

Após permanecer em Nova Jersey para dar sequência à recuperação e não viajar para o jogo contra o Japão, Raphinha voltou a treinar em campo esta semana. Na última sexta-feira (3), ele participou das atividades junto do grupo pela primeira vez desde a lesão. A recuperação agradou ao técnico do Brasil.

"O Raphinha está avançando muito bem. Não está 100%, mas pode estar disponível no banco, jogar alguns minutos. Estamos felizes com essa recuperação, porque ele é muito importante para a equipe", afirmou o treinador, que, por fim, fez uma avaliação da evolução brasileira ao longo da Copa.

"Este [nota] é um dado que pensamos depois dos jogos. Foi uma nota 5 contra Marrocos [na estreia]. Contra o Haiti, um 6,5. Um 7 contra a Escócia [terceira rodada]. E porque estávamos felizes, um 7,5 contra o Japão. Aprovados [risos]", concluiu Ancelotti.