06 de novembro de 2026

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Construção civil avança em práticas sustentáveis e impulsiona agenda ESG

Economia Urbanismo 06/11/2026 09:26 Lourenço Marchesan - Camejo Comunicação Pelotas RS

No Dia Mundial do Urbanismo, celebra-se a necessidade de cidades mais eficientes. Especialistas apontam que o setor da construção, grande consumidor de recursos, está adotando critérios ambientais, sociais e de governança para reduzir impactos e melhorar a qualidade de vida urbana.

A construção civil, um dos setores que mais consome recursos naturais no mundo, está em foco no Dia Mundial do Urbanismo, celebrado em 8 de novembro. O debate da data destaca a urgência de transformar a forma como as cidades são planejadas, integrando critérios de sustentabilidade e eficiência.

De acordo com o Conselho Internacional da Construção (CIB), a indústria é responsável por cerca de 40% do consumo global de energia, 30% dos resíduos gerados e 30% das emissões de gases de efeito estufa. Diante desses números, o setor vem ampliando a adoção de práticas que buscam reduzir esses impactos ambientais e tornar os empreendimentos mais eficientes, alinhando-se aos princípios de ESG (Ambiental, Social e Governança).

  • A construção civil consome 40% da energia global e gera 30% dos resíduos.
  • O Dia Mundial do Urbanismo é comemorado em 8 de novembro.
  • Os critérios ESG incluem questões ambientais, sociais e de gestão transparente.
  • Especialistas defendem a sustentabilidade em todo o ciclo de vida da obra.
  • Soluções como pisos permeáveis e telhados verdes ajudam a combater enchentes.

Visão de longo prazo no mercado imobiliário

Para Ricardo Ferreira, especialista em mercado imobiliário e sócio-diretor da construtora Roberto Ferreira, pensar em sustentabilidade exige uma visão holística do empreendimento. "Precisamos fazer isso desde a escolha do terreno e dos materiais até a utilização e manutenção da edificação. A responsabilidade do setor vai além da entrega da obra, envolve também os impactos ambientais e sociais que ela gera e sua contribuição para o desenvolvimento das cidades", destaca o executivo.

Essa abordagem implica que a eficiência não se resume apenas à construção do edifício, mas se estende a como ele será usado e mantido ao longo dos anos, minimizando o desperdício e promovendo um ambiente mais saudável para os moradores.

Adaptação às mudanças climáticas

A agenda ESG amplia a discussão ao considerar que a sustentabilidade na construção civil não se limita às questões ambientais. Outro desafio crítico está na adaptação das cidades às mudanças climáticas. Eventos extremos, como enchentes, períodos prolongados de estiagem e ondas de calor, reforçam a necessidade de projetos que considerem as características ambientais de cada região.

Soluções como pisos permeáveis, sistemas de drenagem, telhados verdes, arborização e planejamento adequado da ocupação do solo podem contribuir para reduzir vulnerabilidades e melhorar a qualidade dos espaços urbanos. Essas medidas ajudam as cidades a enfrentar os desafios climáticos com mais resiliência.

Conciliação entre crescimento e preservação

Nesse contexto, o urbanismo e a construção civil compartilham o desafio de conciliar crescimento econômico, qualidade de vida e preservação ambiental. A incorporação dos princípios ESG aos projetos representa uma mudança na forma de planejar e executar empreendimentos, colocando a eficiência dos recursos, a responsabilidade social e a gestão transparente como elementos importantes para a construção de cidades mais preparadas para os desafios das próximas décadas.

Sobre a Roberto Ferreira

Fundada em 1965, em Pelotas (RS), a Roberto Ferreira é uma construtora e incorporadora familiar, atualmente administrada pela terceira geração. Com mais de 1,2 milhão de metros quadrados construídos e atuação em dez cidades, a empresa desenvolve empreendimentos residenciais que combinam qualidade construtiva, infraestrutura de lazer, sustentabilidade e bem-estar. Seu portfólio inclui condomínios de casas, edifícios residenciais e projetos com conceito home club, como o Condomínio Évora e o Residencial Volare, em Pelotas, e o Villa Jordão Homeclub, em Governador Celso Ramos (SC), que marca a expansão da empresa para o litoral catarinense. Ao longo de sua trajetória, também entregou projetos como Viver Quartier, Residencial Milano e Residencial Torino.