Não basta postar conteúdo na internet; agora marcas e fundadores precisam construir uma identidade digital clara para aparecer nas respostas da inteligência artificial e atrair clientes em potencial.
A inteligiência artificial está mudando completamente a forma como consumidores e empresários descobrem outras empresas. Não basta mais estar no Google ou nas redes sociais. Agora, as marcas também precisam disputar atenção nas respostas que as inteligências artificiais geram.
Sem autoridade, a empresa não aparece na IA
Segundo Gabriella Pacheli, empresária e sócia da OWN Media, o reconhecimento nas ferramentas de IA não vem apenas de publicar conteúdo. É preciso que a empresa tenha uma identidade digital muito clara. O consumidor precisa associar o nome da marca a um assunto, a um servicho. A consistência é que gera autoridade digital. Quando um usuário pergunta à IA um problema ou necessidade, a inteligência tende a citar quem tem mais credibilidade.
Um estudo divulgada pela Similarweb em junho de 2020 mostrou resultados que demonstram como o uso de IA altera a jornada de decisão de compra. Usuários que receberam recomendações de marcas pelo ChatGPT tiveram uma probabilidade 2,5 vezes maior de visitar os sites das empresas nos próximos sete dias. Ou seja, a recomendação da IA funcionou como um imã digital.
Além disso, a pesquisa também identificou que 55,9% das visitas influenciadas pela inteligência artificial ocorrem posteriormente através de buscas tradicionais e sites de busca. Ou seja, a IA não substituía o Google, mas sim, passou a funcionar como um primeiro filtro da intenção do usuário.
- Se a empresa quer aparecer nas respostas da IA, não basta estar na internet.
- A marca precisa ter uma identidade digital clara e consistente.
- Uma IA pode recomendar uma empresa e o usuário a procura-la no Google depois.
- 55,9% das visitas geradas por recomendações de IA ocorrem no buscador depois.
- Recomendação da IA não é a mesma coisa que fechar uma venda diretamente.
A presença do fundador é uma nova estratégia de marketing
O uso de inteligência artificial para descoberta de empresas introduziu uma nova etapa na jornada de busca e decideção de compra. Muito antes de acessar o site ou entrar em contato com um fornecedor, a pessoa pode estar utilizando ferramentas com IA para comparar opções, esclarecer dúvidas e conhecer especialistas sobre um tema.
Quando um usuário pergunta à IA sobre serviço de marketing digital em São Paulo ou como funciona a contação de uma pequena empresa, a inteligência artificial responde indicando empresas, profissionais e especialistas com mais presença e autoridade digital.
Fundadores como protagonistas das marcas
Esse cenário também explica por que a participação de empresários e especialistas na produção de conteúdo ganhou tanta importância nos últimos anos. Ao compartilhar conhecimento, experiância e análise sobre seu setor, os fundadores ajudam a associar o nome de suas empresas a determinados assuntos.
Essa abordagem está por trás de estratégias de Founder-Led Growth. Trata-se de uma abordagem na qual os fundadores se colocam como as figuras principais a transmitir a autoridade da marca ao mercado.
Segundo Carlos Santos, sócio da OWN Media e experiente estrategista de comercial, essa presença pública ajuda a aproximar a empresa de potenciais clientes de forma orgânica. O fundador que compartilha conhecimento permite que as pessoas conheçam sua experiância antes de qualquer reunião comercial. Isso gera confiança, amplia a percepção de valor e abre oportunidades sem forçar uma venda.
Recomendaçía na IA significa mais oportunidades, não venda garantida
Apesar das novas possibilidades que as respostas da IA proporcionam, aparecer na inteligência artificial não significa que o usuário irá, necessariamente, fechar uma compra. Entre conhecer uma empresa e contrata-la por outro profissional, o usuário ainda avalia diversos fatores. Eles incluem qualidade do produto, atendimento, proposta comercial e relacionamento.
Além disso, nem todas as empresas desejam que um fundador esteja na esfera pública. Para alguns profissionais, expor a marca através da figura do fundador pode não ser interessante, ou mesmo possível.
Porém, a diferença de atuação não está entre ter IA ou não ter IA, mas sim em como a integração dessa tecnologia é administrada pelo negócio. Empresas que entendem essa nova realidade conseguem construir uma presença consistente. Elas associam seus fundadores e especialistas aos temas em que possuem competência.
Essa presença é capaz de favorecer oportunidades de relacionamento, influenciar decisões de compra antes da busca no Google e atrair clientes qualificados de forma mais orgânica.
Mais do que aparecer na resposta da IA
O maior desafio das empresas não é apenas conquistar um espaço nas respostas geradas pelas inteligências artificiais. O objetivo não é apenas ser citado por um algoritmo. O que deve ser perseguido é construir uma reputação digital clara e um posicionamento que gere reconhecimento.
O monitoramento também deve deixar de ser único. Não basta acompanhar acessos provenientes de recomendações. Também é preciso acompanhar quantas vezes a empresa é nomeada nas respostas das ferramentas e qual o engajamento gerado em torno do nome da marca e de seus especialistas.
Quem são as protagonistas
Carlos Santos é sócio da OWN Media e uma das vozes por trás da estratégia comercial da empresa. Com mais de 12 anos de experiância, ele atua na geração de receita, estruturação de vendas e em treinamento de equipes. Em sua trajetória, somou mais de R$ 30 milhões em vendas high-ticket.
Gabriella Pacheli, também sócia da OWN Media, lidera as frentes de branding, direção de marketing e comunicação. Formada em Arquitetura e Urbanismo, Gabriella é referência em estratégias de criação de marca. Ela atuou em mais de 200 campanhas com mais de 35 milhões de visualizações acumuladas no campo da criação de conteúdo.

Marcas disputam visibilidade diante das novas respostas geradas pela inteligência artificial. (Ajustada por IA)




