Pesquisa revela que 47% das PMEs acreditam que a má administração do dinheiro é o maior vilão para o encerramento dos negócios, superando a falta de crédito e os impostos altos, com forte impacto em microempresas.
A má gestão financeira é apontada como o fator principal para o fechamento das pequenas e médias empresas (PMEs) no Brasil. De acordo com uma pesquisa inédita da Serasa Experian, a primeira e maior datatech do país, quase metade dos entrevistados (47%) acredita que a administração inadequada do dinheiro é o motivo mais comum para as empresas encerrarem suas atividades.
Esse percentual está à frente de outros desafios frequentemente citados, como a carga tributária (40%), a burocracia (34%) e a falta de capital ou crédito (29%). A preocupação também reflete a realidade interna dos negócios: 58% dos empresários concordam que a gestão financeira é um dos principais riscos para a continuidade da empresa. Esse índice varia conforme o porte do negócio, passando de 48% entre MEIs e microempresas para 62% nas pequenas e 76% nas médias empresas.
- 47% das PMEs citam a má gestão financeira como principal causa de falência.
- A carga tributária (40%) e a burocracia (34%) aparecem em seguida.
- A falta de crédito ou capital é apontada por apenas 29% dos entrevistados.
- 70% das empresas têm planos de contingência, mas isso cai para 54% entre MEIs e microempresas.
- A percepção de risco financeiro é maior em empresas maiores (76%) do que nas menores (48%).
Planejamento e tecnologia como aliados
Os dados indicam que, embora fatores externos como impostos e leis tenham peso, a forma como o empreendedor lida com o próprio caixa é central para a sobrevivência do negócio. Ter clareza sobre receitas, custos e situação do caixa, além de usar tecnologia para planejar e antecipar dificuldades, é essencial. Mariana Figueiredo, diretora de produtos e tecnologia para pequenas e médias empresas da Serasa Experian, afirma: Ter clareza da situação do caixa, receitas e custos da empresa e usar tecnologia para se planejar e antecipar dificuldades são práticas importantes para que o empreendedor tenha mais segurança para tomar decisões e conduzir o negócio.
Apesar da percepção de risco, 70% das empresas afirmam ter planos de contingência para crises de caixa. No entanto, o nível de preparação varia: entre MEIs e microempresas, o percentual é de 54%; sobe para 68% nas pequenas e chega a 85% nas médias empresas, uma diferença de 31 pontos percentuais.
Tecnologia e inteligência artificial na gestão
O cenário reforça a necessidade de planejamento, especialmente para negócios de menor porte. Para o pequeno empreendedor, organizar as finanças nem sempre é uma tarefa simples, principalmente porque ele costuma acumular diferentes funções dentro do negócio. Hoje, a tecnologia pode apoiar e consolidar esse processo de forma muito prática, projetando receitas e custos para os próximos dias ou meses e recomendando ações assertivas com o auxílio da inteligência artificial, dando ao empreendedor mais previsibilidade sobre o caixa e liberando tempo para focar em fazer negócios, explica Mariana Figueiredo.
Para auxiliar nesse processo, a Serasa Experian oferece o Serasa Descomplica. A solução unifica as contas bancárias por meio do Open Finance e utiliza inteligência artificial para gerar insights históricos e preditivos, ajudando as empresas a organizarem suas finanças e tomarem decisões mais seguras.
A pesquisa ouviu 511 pequenas e médias empresas da base de clientes da Serasa Experian, com respondentes de diferentes regiões do Brasil. Os resultados foram coletados em abril de 2026, com índice de confiança de 95% e margem de erro de 4 pontos percentuais.

Pesquisa da Serasa Experian


