O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da MW Instituição de Pagamento, com sede em Joinville (SC), devido a violações graves às normas do sistema de pagamentos. Os bens dos controladores foram bloqueados e a instituição tinha menos de 0,0002% do ativo total do sistema financeiro.
O Banco Central decretou nesta quinta-feira (29) a liquidação extrajudicial da MW Instituição de Pagamento, uma empresa com sede na cidade de Joinville, em Santa Catarina.
De acordo com a autoridade monetária, a instituição possui uma participação muito pequena no Sistema Financeiro Nacional, representando menos de 0,0002% do ativo total do sistema.
- O Banco Central fechou a fintech MW por violação de normas.
- A empresa fica localizada em Joinville, Santa Catarina.
- Os bens dos donos e administradores foram bloqueados.
- A MW oferecia serviços para outras empresas de tecnologia.
- A decisão baseia-se em graves irregularidades no sistema de pagamentos.
Por que a MW foi fechada
A decisão de encerrar as atividades da empresa foi tomada após a identificação de graves violações às normas que regulam as instituições que fazem parte do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB) e às atividades gerais da companhia.
O comunicado do Banco Central afirma que o órgão continuará adotando todas as medidas necessárias para investigar as responsabilidades dentro de suas competências legais. O resultado das investigações pode levar à aplicação de sanções administrativas e à comunicação das ocorrências às autoridades competentes, respeitando as disposições legais aplicáveis.
Consequências para os responsáveis
Com a liquidação decretada, os bens dos controladores e dos antigos administradores da instituição ficam indisponíveis a partir desta quinta-feira (29). Isso significa que esses valores são bloqueados para garantir eventuais responsabilizações futuras.
Em seu site, a MW Pay recomendava seus serviços a fintechs, marketplaces, empresas de alto volume de transações e plataformas de tecnologia.
O CNN Money entrou em contato com a MW Pay e aguarda posicionamento da empresa sobre a decisão do Banco Central.

Foto: Reuters


