Mercado de multipropriedade no Brasil atinge R$ 100,5 bilhões em potencial, com crescimento de 8,5% em 2026. Especialista lista cuidados com contratos, custos de manutenção e segurança jurídica para quem quer dividir um apartamento ou casa no litoral.
O mercado de multipropriedade imobiliária no Brasil já conta com 224 empreendimentos e um Valor Geral de Vendas (VGV) potencial de R$ 100,5 bilhões. Em 2026, o setor registrou um crescimento de 8,5% nas vendas. Antes de investir nesse modelo de imóveis de férias compartilhados, é fundamental avaliar aspectos como custos, segurança jurídica, períodos de uso e cuidados contratuais.
O levantamento, realizado pela Caio Calfat Real Estate Consulting no relatório 'Cenário do Desenvolvimento de Multipropriedades no Brasil 2026', aponta que o país possui 224 empreendimentos deste tipo distribuídos em 99 cidades de 18 estados. O VGV potencial de R$ 100,5 bilhões representa um aumento de 8,5% em relação ao ano de 2025.
- O Brasil possui 224 empreendimentos de multipropriedade em 18 estados.
- O potencial de vendas do setor chega a R$ 100,5 bilhões em 2026.
- O modelo é regulamentado pela Lei nº 13.777/2018, garantindo direitos ao comprador.
- Custos de manutenção e condomínio são divididos entre os proprietários.
- É possível utilizar o imóvel em períodos específicos ou trocá-lo por hospedagens em outros destinos.
O que é a multipropriedade e por que ela cresce
Comprar uma casa ou apartamento no litoral para usar apenas algumas semanas por ano pode ser muito caro. Além do preço do imóvel, há despesas com condomínio, impostos e manutenção que continuam mesmo quando o lugar está fechado. A multipropriedade, regulamentada no Brasil desde 2018, surge como uma alternativa. Ela permite adquirir uma fração de um imóvel, com direito de utilização em períodos determinados do ano, reduzindo os custos de aquisição e manutenção.
Segurança jurídica e divisão de custos
Roberto Kwon, CEO do Amazon Parques & Resorts, explica que o modelo funciona pela divisão da aquisição e da manutenção entre diferentes proprietários. Mas, antes da compra, é fundamental entender como o modelo funciona e avaliar se os custos e os períodos de utilização são compatíveis com a realidade de cada família, afirma o especialista.
O Amazon Parques & Resorts, em construção em Penha, no litoral norte de Santa Catarina, será o primeiro complexo turístico e hoteleiro do mundo de multipropriedade inspirado na Amazônia. Na primeira fase, o projeto terá cerca de 200 unidades em três torres, capacidade para 1.056 hóspedes e mais de 9 mil m² de área de lazer, combinando unidades de multipropriedade com serviços de hotelaria.
5 dicas para escolher bem seu imóvel de férias
- Avalie a frequência de utilização: Verifique quantas vezes por ano sua família pretende viajar e por quanto tempo. Na multipropriedade, cada comprador tem direito à utilização do imóvel em períodos específicos, conforme a fração adquirida. É crucial confirmar se a quantidade de semanas e o sistema de reservas atendem à sua rotina.
- Compare os custos: A principal característica é a possibilidade de adquirir uma fração do imóvel por um valor menor que uma propriedade inteira. Isso dá acesso a infraestrutura de lazer e serviços sem o peso financeiro de uma segunda residência completa.
- Aproveite a segurança jurídica: A Lei nº 13.777/2018 estabelece regras para a aquisição de frações imobiliárias. Cada proprietário tem sua fração registrada em matrícula individualizada no Cartório de Registro de Imóveis, garantindo segurança jurídica e direitos patrimoniais sobre o período adquirido.
- Calcule os custos de manutenção: As despesas como condomínio, IPTU, seguros e conservação são compartilhadas proporcionalmente entre os proprietários. A gestão do empreendimento costuma ser realizada por uma empresa especializada, simplificando a administração.
- Verifique a possibilidade de trocar destinos: Alguns empreendimentos permitem trocar os períodos de utilização por hospedagens em outras localidades. O Amazon Parques & Resorts, por exemplo, é afiliado à RCI, uma rede internacional com mais de 4,1 mil resorts em mais de 100 países, permitindo que o proprietário solicite hospedagens em outros destinos, conforme disponibilidade e taxas do programa.

Relatório Cenário do Desenvolvimento de Multipropriedades no Brasil 2026





