27 de outubro de 2026

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Empréstimo pessoal cai 1,9% enquanto crédito cresce 12,4% no Brasil

Economia Crédito 27/10/2026 12:51 Juros Baixos

Segundo o Índice Juros Baixos de Empréstimo (IJBE), o crédito pessoal não consignado caiu 1,9% no segundo trimestre de 2026 em comparação ao mesmo período de 2025, enquanto o crédito geral cresceu 12,4%. A participação desse tipo de empréstimo caiu de 35,2% para 30,8%. A composição de dívidas ganhou espaço, passando de 21,5% para 24,5%.

O mercado brasileiro de crédito registrou movimentos diferentes entre as modalidades de empréstimo no segundo trimestre de 2026.

Enquanto as concessões de crédito com recursos livres não rotativo para pessoas físicas cresceram 12,4% em relação ao mesmo trimestre de 2025, o crédito pessoal não consignado apresentou queda de 1,9%, segundo a edição Q2/2026 do Índice Juros Baixos de Empréstimo (IJBE).

  • O empréstimo pessoal caiu 1,9% no segundo trimestre de 2026 em relação a 2025.
  • O crédito total cresceu 12,4% no mesmo período.
  • A participação do empréstimo pessoal caiu de 35,2% para 30,8% em um ano.
  • A composição de dívidas ganhou espaço, passando de 21,5% para 24,5%.
  • Os dados do Banco Central mostram apenas novas contratações, não pedidos feitos.

Com isso, a participação do empréstimo pessoal não consignado no total dessas concessões passou de 35,2% para 30,8%, uma redução de 4,4 pontos percentuais.

O levantamento utiliza séries públicas do Banco Central para analisar as mudanças na distribuição das concessões de crédito.

Os resultados refletem operações realizadas no mercado financeiro brasileiro.

Concessões avançam, mas empréstimo pessoal perde participação

Entre abril e junho de 2025, as concessões de crédito livre não rotativo para pessoas físicas somaram aproximadamente R$ 179,8 bilhões.

No mesmo trimestre de 2026, o volume chegou a R$ 202,1 bilhões, segundo cálculos com dados publicados pelo Banco Central.

O crescimento, porém, não foi acompanhado pelo crédito pessoal não consignado, modalidade em que o pagamento das parcelas não é descontado diretamente da folha salarial.

Na comparação entre os dois trimestres, os indicadores apresentaram os seguintes resultados:

A diferença mostra que o crédito pessoal não consignado perdeu participação dentro do segmento analisado, mesmo com o aumento das concessões totais.

Os números, entretanto, não permitem afirmar que houve redução da procura dos consumidores por empréstimos pessoais.

As estatísticas do Banco Central medem o volume de novas operações contratadas, e não a quantidade de solicitações realizadas.

Crédito destinado à composição de dívidas ganha participação

Outro movimento identificado pelo IJBE foi o crescimento da participação das operações destinadas à composição de dívidas dentro do crédito pessoal não consignado.

Entre o segundo trimestre de 2025 e o mesmo período de 2026, a parcela dessas operações passou de 21,5% para 24,5%, um avanço de 3 pontos percentuais.

O cálculo utiliza informações da série de composição de dívidas do Banco Central, que acompanha concessões vinculadas à reorganização de débitos existentes.

Junho de 2026 registrou a maior participação dessa categoria entre os 15 meses analisados pelo levantamento, período que começa em abril de 2025.

A composição de dívidas é uma operação utilizada para reunir ou reorganizar obrigações financeiras. Dependendo das condições contratadas, pode permitir a substituição de débitos existentes por uma nova operação de crédito.

O avanço da participação dessa categoria ocorreu mesmo em um cenário de redução das concessões totais de empréstimo pessoal não consignado.

Esse resultado não significa, necessariamente, que mais brasileiros estejam endividados ou que a inadimplência tenha aumentado na mesma proporção.

Os indicadores medem a distribuição do crédito concedido, sem identificar os motivos individuais de cada contratação.

O que muda para quem precisa de empréstimo

As diferenças entre as modalidades de crédito tornam importante avaliar as condições disponíveis antes da contratação.

Empréstimos pessoais não consignados, linhas com desconto em folha e operações com garantia possuem características distintas de taxas, prazos, critérios de elegibilidade e formas de pagamento.

Por isso, a comparação deve considerar não apenas a taxa de juros, mas também o Custo Efetivo Total (CET), o valor das parcelas e o impacto da operação sobre o orçamento.

"Os dados mostram que o crédito continua movimentando volumes maiores no país, mas esse crescimento não acontece da mesma maneira em todas as modalidades. O empréstimo pessoal não consignado perdeu participação, enquanto a composição de dívidas ganhou espaço dentro dessa categoria. Para o consumidor, é importante entender as condições de cada linha de crédito e avaliar se uma nova contratação realmente contribui para organizar a vida financeira." diz Guilherme Nasser, cofundador e CEO da Juros Baixos.