22 de outubro de 2026

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Estudar nos EUA fica 80% mais barato com conta global, diz fintech

Economia Câmbio 22/10/2026 11:15 Juliana Kaminski, V3Com

Uma fintech afirma que estudantes brasileiros podem economizar até R$ 22 mil ao pagar as taxas universitárias e despesas diárias nos Estados Unidos usando uma conta global. A empresa promete reduzir drasticamente as taxas de câmbio e transferências, facilitando o planejamento financeiro das famílias.

Estudar nos Estados Unidos é um grande sonho para muitos brasileiros, mas o custo elevado do dólar pode assustar. No entanto, um planejamento financeiro inteligente na hora de converter moedas pode gerar uma economia de até R$ 22 mil.

Uma fintech especializada em contas globais promete ajudar famílias a reduzirem em até 80% os custos com taxas universitárias (tuition) e despesas do dia a dia, oferecendo mais previsibilidade e menos burocracia para quem vai estudar fora.

  • Economia potencial: até R$ 22 mil em uma mensalidade de US$ 80 mil.
  • Redução de taxas: corte de até 80% nos custos de conversão.
  • Alcance: Brasil é o 10º maior país de origem de estudantes nos EUA.
  • Uso prático: conta permite receber, converter e usar dólares no dia a dia.
  • Inovação: fintech lança programa de embaixadores com universitários brasileiros.

O custo da vida nos Estados Unidos e o peso da conversão

Para um brasileiro que se matricula em uma universidade americana, a diferença de câmbio pode pesar no orçamento. Segundo levantamento da Ruvo, a economia na conversão para pagamento da mensalidade pode chegar a 80% em comparação com bancos tradicionais. Em uma mensalidade de US$ 80 mil, essa diferença representa uma economia de até R$ 22 mil.

Além da mensalidade, gastos com moradia, alimentação, seguro de saúde e transporte também precisam ser pagos em dólar. Por isso, entender como enviar os recursos e quais taxas serão cobradas é essencial para o planejamento financeiro da família.

Brasil entre os principais países de intercambistas

De acordo com o levantamento Open Doors, do Institute of International Education (IIE), o Brasil é o 10º país que mais envia estudantes internacionais para os Estados Unidos. No período de 2024/25, 8.590 brasileiros estavam cursando graduação nos EUA, o que representa 49,7% do total de 17.277 estudantes brasileiros registrados na pesquisa.

Letícia Rebelo, sócia e diretora da área educacional da The Dream School, alerta que é crucial entender quais despesas ficam a cargo da família, mesmo com bolsas de estudo. "Mesmo quando a bolsa é muito alta, é importante entender quais custos ainda ficarão sob responsabilidade da família. São despesas que, somadas ao longo do tempo, podem representar um valor relevante no orçamento", afirma.

Planejamento começa antes da aprovação

Letícia reforça que o planejamento deve começar cedo. "Até o meio do segundo ano do Ensino Médio, quando o estudante escolhe as universidades e começa a se preparar para os testes, deve ter essas informações, porque a capacidade de investimento da família influencia quais opções fazem sentido para aquele estudante", orienta.

Ela destaca a importância de conhecer as regras de auxílio financeiro de cada universidade antes de decidir. Isso vale também para modalidades como o Early Decision, onde a candidatura antecipada geralmente exige compromisso de matrícula. "Conhecer previamente os custos e as possibilidades de auxílio financeiro ajuda a avaliar se a opção é compatível com a realidade da família", explica.

Desafios financeiros após a chegada aos EUA

Para quem já está no país, como José Guilherme Brol Leal, estudante de Business Analytics e Inteligência Artificial e Finanças na University of South Florida (formatura prevista para 2029), os desafios continuam. Ele conta que gastos com moradia, comida, seguro e transporte costumam surpreender. "Antes do embarque, recomendo deixar organizado pelo menos o valor da tuition, da moradia e do seguro-saúde, além de uma quantia extra para cobrir pequenas despesas do primeiro semestre", diz.

Outro ponto crítico é o envio de dinheiro do Brasil. "As principais dificuldades são as taxas, como o IOF, e o tempo da transação. Dependendo da instituição, o dinheiro pode levar dias para chegar, o que dificulta saber quando o recurso estará disponível", conta Brol.

Como a conta global facilita a rotina

Atualmente, Brol utiliza a conta global da Ruvo para fazer as transferências conforme a disponibilidade da família. "Uso a conta global para fazer as transações e o cartão no dia a dia, para pedir carros de aplicativo, fazer entregas e compras no mercado", relata.

Alec Howard, cofundador e CEO da Ruvo, explica que o objetivo é simplificar essa jornada. "Não se trata apenas de ter o valor da tuition, mas de entender como o dinheiro será enviado, quanto será gasto com moradia e como a família vai acompanhar esses pagamentos. Nosso objetivo é dar mais previsibilidade para movimentar o dinheiro entre Brasil e Estados Unidos", afirma.

A conta global permite receber, guardar, converter e utilizar dólares. Para Howard, é fundamental olhar para taxas, prazos e formas de movimentação. "Ter clareza sobre esses custos ajuda a família a planejar melhor e evita que despesas financeiras sejam descobertas apenas depois da chegada ao país".

Conexão com a comunidade acadêmica

Além da ferramenta financeira, a Ruvo tem se aproximado dos estudantes brasileiros. Neste semestre, a empresa iniciou um programa-piloto de embaixadores com seis universitários, que promovem eventos e parcerias com associações brasileiras, fortalecendo a presença da marca nas comunidades acadêmicas onde os alunos estudam.