Pesquisa revela que 54% dos brasileiros compram produtos para pets em supermercados. A falta de itens nas prateleiras faz 39% trocarem de loja, com forte destaque para o crescimento da ração de gatos, que avançou 26,2%.
A presença de animais de estimação nos lares brasileiros está transformando a forma como as famílias fazem suas compras. Uma pesquisa da APAS Associação Paulista de Supermercados indica que 54% dos consumidores já compram produtos para pets diretamente nos supermercados.
Um dado alarmante para o varejo é que, entre esses consumidores, 39% já abandonaram um estabelecimento por não encontrar o produto desejado na prateleira.
- 54% dos brasileiros compram produtos pet em supermercados.
- 39% dos compradores já trocaram de loja por falta de estoque.
- O mercado pet fechou 2025 com alta de 12,8% em valor.
- A ração para gatos cresceu 26,2% em volume.
- O setor supermercadista paulista faturou R$ 350 bilhões em 2025.
O cenário geral da categoria é positivo. O mercado pet fechou o ano de 2025 com um crescimento de 12,8% em valor e de 12,3% em volume, quando comparado a 2024. Esse movimento acompanha a expansão do setor como um todo, indicando que a demanda por produtos de higiene, alimentação e lazer para animais continua em alta no Brasil.
Ração de gatos lidera o crescimento no varejo
Embora o mercado como um todo esteja crescendo, essa expansão não ocorre de maneira uniforme. Em 2025, a ração para gatos apresentou um salto de 26,2% em volume. Esse resultado é mais que o dobro do crescimento registrado pela ração para cães, que foi de 10% no mesmo período.
Para os varejistas, essa diferença reforça a necessidade de entender as nuances do consumo. Não basta apenas expandir as prateleiras; é preciso acompanhar as preferências específicas dos tutores, que estão migrando de hábitos de compra e exigindo uma oferta mais diversificada e atualizada.
Falta de produtos pode levar o cliente a outros canais
A indisponibilidade de itens nas gôndulas gera consequências diretas para o faturamento das lojas. Os dados mostram que a falta de produto leva o consumidor a buscar outros estabelecimentos ou até canais especializados na internet ou pet shops.
Isso indica que a disponibilidade de produtos pet já pesa na decisão de onde comprar. O varejo alimentar, tradicionalmente focado em itens para pessoas, precisa se adaptar a essa nova realidade, onde o pet é visto como membro da família e suas necessidades entram no carrinho de compras do mesmo jeito que as da dona ou do senhor da casa.
A categoria pet deixou de ser complementar e passou a ocupar o consumo das famílias, refletindo um consumidor que busca cada vez mais conveniência e praticidade. As pessoas querem resolver mais necessidades em uma única compra. Para o varejo, acompanhar esse movimento significa entender que a categoria já influencia a jornada de compra e pode ser, também, uma oportunidade de fidelizar o consumidor, explica Felipe Queiroz, economista-chefe da APAS.

Mercado Pet (IA)


