Rodar 100 km com carro elétrico custa cerca de R$ 15, enquanto com gasolina o gasto chega a R$ 65. Recarga em casa sai por R$ 40, tornando o modelo a bateria uma opção muito mais barata para o dia a dia em Goiás.
O custo de uso tem se tornado um fator decisivo para quem avalia trocar de veículo, especialmente com a expansão dos modelos elétricos no mercado. Em Goiás, uma recarga completa em casa custa cerca de R$ 40 nos carros 100% elétricos do Grupo Saga. Já o gasto para rodar 100 quilômetros fica em aproximadamente R$ 15, representando uma economia de até 77% comparado ao uso de gasolina.
- Economia: Rodar 100 km custa R$ 15 no elétrico, contra R$ 65 na gasolina.
- Custo da luz: Recarga residencial custa R$ 1,16 por kWh em Goiânia.
- Autonomia: Os modelos elétricos percorrem entre 250 e 291 km com uma carga.
- Mercado: Licenciamentos de veículos eletrificados cresceram 100 vezes desde 2020.
- Rede: Carregadores públicos custam entre R$ 2,00 e R$ 2,40 por kWh.
A economia é clara quando comparada aos combustíveis fósseis. Para um carro que faz 10 km com um litro de combustível, rodar 100 km consome 10 litros. Com a gasolina, o custo é de aproximadamente R$ 65; com etanol, R$ 53. No veículo elétrico, o mesmo trajeto custa cerca de R$ 15. Isso significa uma redução de cerca de 77% em relação à gasolina e de 72% em relação ao etanol.
Análise de custo e autonomia
Francine Carossi, diretora da Saga BYD e Denza, explica que a economia depende do modelo escolhido, da tarifa de energia local e das condições de uso. A recarga residencial é a alternativa mais econômica, mas o valor final no orçamento depende da autonomia do carro e da rotina do motorista. A autonomia dos modelos elétricos do grupo varia entre 250 e 291 quilômetros por carga, o que permite comparar o custo total da recarga com a distância percorrida.
Em Goiânia, o custo da energia residencial é de aproximadamente R$ 1,16 por quilowatt-hora (kWh). Já nos carregadores públicos, o valor sobe para entre R$ 2,00 e R$ 2,40 por kWh, especialmente nos pontos de recarga rápida. A diferença de preço está ligada à conveniência e à velocidade da recarga. Embora os carregadores públicos sejam mais caros, eles atendem a quem precisa recarregar durante viagens longas ou busca maior agilidade. Para quem pode carregar em casa, o custo de uso se torna bastante competitivo.
Expansão do mercado de elétricos
O interesse pela tecnologia cresce no Brasil. De acordo com o Ministério de Minas e Energia, o número acumulado de licenciamentos de veículos eletrificados (que incluem elétricos e híbridos) saltou de 1,9 mil em 2020 para mais de 215 mil em 2024. Isso representa um crescimento superior a cem vezes no período. Em Goiás, o Grupo Saga também observa aumento significativo na procura por veículos elétricos e híbridos nos últimos seis meses.
Na avaliação da diretora da Saga BYD e Denza, conhecer os custos de recarga, a autonomia e as diferenças entre as opções de carga ajuda o consumidor a escolher a tecnologia que melhor se adapta às suas necessidades. A escolha deve levar em conta o perfil de utilização, a distância percorrida no dia a dia e as possibilidades de recarga disponíveis. Esses fatores permitem ao motorista entender os custos reais de uso e identificar a alternativa mais adequada à sua rotina.

Carro elétrico pode gerar economia de até 80% no custo por quilômetro rodado


