O mercado de peixes no Brasil vive uma revolução. Entre 2020 e 2024, o faturamento de peixarias em supermercados saltou de R$ 4,4 bilhões para R$ 12,3 bilhões, um crescimento de 178%. Com tanta demanda, compradores de restaurantes e lojas estão mais exigentes, buscando produtos padronizados e que gerem menos desperdício. Para conectar fornecedores a esses novos clientes, acontece a Seafood Show Latin America 2026, de 20 a 22 de outubro, em São Paulo.
O setor de pescado no Brasil está passando por uma grande transformação. Em 2020, as seções de peixarias nos supermercados faturavam R$ 4,44 bilhões. Quatro anos depois, em 2024, esse valor subiu para R$ 12,33 bilhões. Isso representa um crescimento expressivo de 178%. No mesmo período, o faturamento total do setor de supermercados cresceu 48,3%.
Essa alta demanda exige mais técnica e padronização das empresas. Supermercados, atacadistas, restaurantes, hotéis e empresas de alimentação estão mudando a forma como escolhem os fornecedores. Não basta apenas o preço ser baixo. Os compradores agora avaliam a regularidade do fornecimento, o rendimento do produto, a praticidade no preparo e a adequação ao tipo de operação.
- O faturamento de peixarias em supermercados cresceu 178% entre 2020 e 2024.
- 43% das operações de food service registram perdas superiores a 12% do pescado adquirido.
- O excesso de gelo é uma das principais causas apontadas para o desperdício.
- 71% dos compradores realizam testes técnicos com a equipe de cozinha antes de fechar pedidos.
- A Seafood Show Latin America 2026 ocorrerá de 20 a 22 de outubro, em São Paulo.
Novos formatos e exigências no varejo
O avanço nas vendas veio acompanhado de mudanças no que é oferecido. As redes de supermercado passaram a trabalhar com diferentes formatos de peixe. Hoje, é comum encontrar produtos frescos, congelados, enlatados e pratos prontos nas gôndolas. Muitas lojas também ampliaram os espaços dedicados à culinária japonesa. Essa estratégia aproxima o pescado de diferentes ocasiões de compra e amplia as oportunidades para indústrias, distribuidores e fornecedores especializados.
Food service busca reduzir desperdício
No ramo de alimentação fora do lar, o desempenho do produto na operação é determinante para a decisão de compra. Um estudo realizado pela Seafood Brasil e pela American Seafoods, chamado Raio-X do Pescado no Food Service Brasil 20262027, identificou que 43% das operações pesquisadas registram perdas superiores a 12% do pescado comprado. O excesso de gelo no produto aparece como uma das principais causas apontadas pelos gestores.
O levantamento mostra também uma mudança no processo de escolha dos fornecedores. Agora, 71% das operações realizam testes técnicos com a equipe de preparo antes de fechar pedidos. O estudo aponta que rendimento, controle de perdas e padronização passaram a integrar os critérios de avaliação, ao lado do preço. Entre as recomendações apresentadas estão a medição do rendimento por lote, a homologação de fornecedores e a avaliação do custo por porção servida. É uma abordagem que permite comparar não apenas quanto custa o quilo, mas quanto efetivamente chega ao prato.
Mix de espécies e diversidade
A composição do mercado reforça esse potencial de diversificação, segundo o mesmo estudo. Tilápia e merluza estão presentes em 86% das operações pesquisadas. Enquanto isso, salmão e panga aparecem em 71%. Ao mesmo tempo, a ampliação do mix de espécies está entre as oportunidades identificadas pelos gestores. Isso indica espaço para fornecedores apresentarem alternativas que atendam diferentes faixas de preço, preparos e perfis de operação.
Estamos diante de um comprador mais técnico, que precisa avaliar não apenas o preço do produto, mas o resultado que ele entrega dentro da operação. Isso vale para o varejo, que busca variedade, regularidade e formatos adequados ao seu público, e para o food service, que precisa considerar rendimento, padronização e custo por porção. Essa evolução cria espaço para fornecedores que conseguem apresentar soluções e informações que apoiem a decisão de compra, afirma Ricardo Torres, head da Seafood Show Latin America.
Conexão na Seafood Show Latin America 2026
É nesse ambiente de transformação que a Seafood Show Latin America 2026 se apresenta. O evento é considerado a maior plataforma de negócios do pescado da América Latina. Reunindo produtores, indústria de processamento, importadores, exportadores, distribuidores, atacadistas, varejistas, restaurantes, hotéis, empresas de food service e fornecedores de equipamentos, tecnologia e serviços, o encontro ocorrerá de 20 a 22 de outubro, no Distrito Anhembi, em São Paulo.
Na Seafood Show Latin America, o comprador encontra diferentes elos da cadeia em um mesmo ambiente e pode conhecer novidades, avaliar fornecedores, identificar soluções para sua operação e estabelecer novos relacionamentos comerciais. A proposta é justamente facilitar esse encontro entre quem tem uma demanda e quem pode oferecer uma resposta, explica Torres.
Programação com conteúdo e gastronomia
Além da área de exposição, a quinta edição do evento contará com uma programação rica em conteúdo, inovação e gastronomia. Haverá o Seafood Talk Show, com especialistas nacionais e internacionais. Também acontece o Seafood Service Show, uma arena de demonstrações culinárias com curadoria da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel). O Seafood Celebration Show será um encontro de relacionamento que reunirá profissionais, empresas, autoridades e instituições do setor.
A programação inclui ainda o 4º Prêmio Seafood Innovation Show, que reconhece produtos e soluções inovadoras dos expositores. Haverá a 5ª edição do Melhores Peixeir@s do Brasil, voltada à valorização de profissionais de diferentes regiões. E o Campeonato Brasileiro de Sushi reunirá sushichefs de todo o país em provas de técnica e criatividade. O vencedor garantirá uma vaga para a competição mundial de 2027, em Tóquio, no Japão.
Dados do evento
- Data: 20 a 22 de outubro
- Horário: das 13h às 20h
- Local: Distrito Anhembi - Av. Olavo Fontoura, 1209, Santana, São Paulo/SP
- Site: seafoodshow.com.br

Crédito: Divulgação



