Açúcar, café, arroz, azeite, ovos e óleo de soja ficaram mais baratos nos últimos 12 meses em função da maior oferta no mercado, aponta índice da APAS.
Alguns dos produtos mais presentes na cesta de compras dos brasileiros ficaram mais baratos nos supermercados de São Paulo nos últimos 12 meses. Dados do Índice de Preços dos Supermercados (IPS), calculado mensalmente pela APAS Associação Paulista de Supermercados, em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), mostram quedas acumuladas nos preços de itens essenciais como açúcar, café em pó, arroz, azeite de oliva, ovos e óleo de soja.
A redução nos preços de itens básicos representa um alívio para o bolso do consumidor. Entre os produtos, o açúcar apresentou a maior redução, de 25,06%, seguido pelo café em pó (-19,29%), azeite de oliva (-12,55%), arroz (-9,60%), ovos (-4,71%) e óleo de soja (-2,71%). Os dados consideram a variação acumulada entre agosto de 2025 e agosto de 2026.
- O açúcar registrou a maior queda, com 25,06% de redução no preço.
- O café em pó ficou 19,29% mais barato, impulsionado pelo recorde de exportações.
- O azeite de oliva e o arroz também sofreram quedas expressivas de 12,55% e 9,60%, respectivamente.
- A produção de café em 2026 deve atingir 67,6 milhões de sacas, o maior volume da série histórica da Conab.
- O setor supermercadista paulista faturou R$ 350 bilhões em 2025, empregando mais de 700 mil pessoas.
Queda nos preços impulsionada pela oferta
Entre os produtos, o açúcar apresentou a maior redução, de 25,06%, seguido pelo café em pó (-19,29%), azeite de oliva (-12,55%), arroz (-9,60%), ovos (-4,71%) e óleo de soja (-2,71%). Os dados consideram a variação acumulada entre agosto de 2025 e agosto de 2026. Essa acomodação nos preços reflete uma maior disponibilidade dos produtos nas prateleiras.
A redução do café, por exemplo, ocorre em um cenário de maior disponibilidade do produto no mercado brasileiro. Em agosto, o País exportou 4,16 milhões de sacas de 60 quilos, recorde para o mês, segundo o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). O volume foi 31% maior que o registrado em agosto de 2025. Essa alta na exportação indica um excedente que favorece o mercado interno.
Perspectivas positivas para a safra de 2026
Para os próximos meses, as perspectivas também são positivas. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima uma produção de 67,6 milhões de sacas em 2026, alta de 19,6% em relação à safra anterior e o maior volume da série histórica da companhia. Com 99% da área já colhida, a estimativa considera ganhos de produtividade e aumento da área em produção.
Para o consumidor, a trajetória de queda em produtos importantes da cesta representa um alívio no orçamento doméstico. Esse movimento de queda no preço dos alimentos está relacionado, principalmente, à recomposição da oferta e às condições de produção, que ajudam a reduzir as pressões observadas anteriormente. A manutenção desse cenário, no entanto, dependerá da evolução das safras, das condições climáticas e dos custos ao longo dos próximos meses, explica Felipe Queiroz, economista-chefe da APAS.

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