A J&F concluiu o saque de um empréstimo de US$ 1,32 bilhão (cerca de R$ 7 bilhões) com bancos internacionais. O dinheiro servirá para reorganizar as dívidas da empresa e alongar o prazo de pagamento, sem aumentar a dívida total. A operação foi liderada por BTG Pactual, Citibank e Crédit Agricole, e é garantida por subsidiárias como a Eldorado, Flora e LHG Mining.
A J&F concluiu o saque de um empréstimo grande, no valor de US$ 1,320 bilhão. A operação foi organizada por três bancos principais: BTG Pactual, Citibank e Crédit Agricole. Esses bancos atuaram como gestores e credores da operação. O objetivo é esticar o prazo da dívida, sem aumentar o total de dívidas da empresa.
Além dos três bancos líderes, outros sete instituições financeiras internacionais participaram da negociação. Entre elas estão o First Abu Dhabi Bank, o Abu Dhabi Commercial Bank e o Industrial and Commercial Bank of China.
- O valor do empréstimo é de US$ 1,32 bilhão.
- O prazo total de pagamento é de 5 anos.
- Há 3 anos de carência (sem pagamento) no início.
- Os juros são de 2,60% ao ano mais a taxa de referência (SOFR).
- A dívida é garantida pelas empresas Eldorado, Flora e LHG Mining.
Juros, Prazo e Garantias
A taxa de juros inicial do empréstimo é calculada somando a taxa de referência americana (SOFR) mais 2,60% ao ano. O prazo total do contrato é de cinco anos. No entanto, a empresa tem três anos de carência, o que significa que ela não precisa começar a pagar a dívida imediatamente. As garantias para o empréstimo são as subsidiárias Eldorado Brasil Celulose, Flora Produtos de Higiene e Limpeza e LHG Mining.
Devido ao grande interesse dos bancos, a operação foi ajustada. A alocação inicialmente prevista foi reduzida, mas foram adicionados compromissos adicionais no valor de US$ 420 milhões.
Reestruturação e Mudança de Modelo
Em fevereiro deste ano, a J&F anunciou uma mudança interna importante. A empresa deixou de ser apenas uma holding de investimentos para se tornar um conglomerado industrial. A mudança começou com a troca do nome, que antes era J&F Investimentos. O novo modelo tem três pilares: melhorar a governança, integrar a gestão financeira e incorporar os negócios que a empresa controla totalmente.
Com o saque deste empréstimo, a J&F dá um passo importante na sua estratégia de esticar o prazo das dívidas. Isso faz parte do processo de reestruturação interna que foi anunciado neste ano.

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