24 de setembro de 2026

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Shell aponta caminhos para integração do gás no Cone Sul

Economia Gás Natural 24/09/2026 09:39 Shell Energy Brasil | Assessoria Edelman

A Shell Energy Brasil defende a criação de uma infraestrutura e de regras claras para ampliar o fluxo de gás natural entre países sul-americanos, buscando maior competitividade e segurança de suprimento para a indústria brasileira.

Shell Energy Brasil destaca oportunidade de ampliar integração do mercado de gás no Cone Sul durante a ROG.e

Maior integração pode expandir alternativas de suprimento e competitividade, mas avanço em escala depende de infraestrutura e previsibilidade regulatória

A maior integração do mercado de gás no Cone Sul pode ampliar as alternativas de suprimento para o Brasil e contribuir para um mercado regional mais competitivo. Para isso, será necessário avançar em infraestrutura e garantir previsibilidade nos ambientes jurídico, fiscal e regulatório. Essa foi a principal mensagem de Rodrigo Soares, presidente da Shell Energy Brasil, durante o painel Oportunidades para um mercado de gás integrado no Cone Sul, realizado nesta quarta-feira (23), na ROG.e 2026. O bate-papo foi moderado por Vinicius Romano, da Rystad Energy, e reuniu Alejandro Catalano, da Pan American Energy; Jorge Hijjar, da TBG; e Luciano Rojas, da TotalEnergies.

  • Brasil já recebeu os primeiros volumes de gás natural de Vaca Muerta, na Argentina.
  • Executivo afirma que equipes da Shell já operam fluxos regionais na Argentina e Chile.
  • Avanço em escala depende de infraestrutura e previsibilidade regulatória.
  • Garantia de suprimento é essencial para contratos de médio e longo prazo com indústrias.
  • Regras estáveis no ambiente jurídico e fiscal são fundamentais para atrair investimentos.

Integração energética no Cone Sul

O debate ocorre em um momento de avanço da integração energética regional. O Brasil já recebeu os primeiros volumes de gás natural de Vaca Muerta, na Argentina, enquanto os dois países avaliam alternativas para ampliar esse fluxo, incluindo rotas pela Bolívia, Paraguai, Uruguai e uma conexão direta pelo Rio Grande do Sul.

A integração para a Shell Energy já começou. Temos equipes na Argentina e no Chile e esse fluxo regional já é uma realidade para nós. A questão agora é como conseguimos fazer esse fluxo chegar ao Brasil e como criamos condições para estruturar contratos de médio e longo prazo, afirmou Soares.

Competitividade e segurança regulatória

Durante o painel, Rodrigo destacou que a competitividade do gás entregue ao consumidor depende tanto do preço da molécula quanto do custo para transportá-la até o mercado. Nesse cenário, o aumento da disponibilidade de gás argentino pode ampliar a competição na oferta, enquanto diferentes alternativas logísticas devem ser avaliadas.

Para o executivo, a garantia do suprimento é essencial, especialmente para clientes industriais: Quando você vende gás para um cliente final, para uma indústria, precisa vender firme. Ter a certeza de que você vai fornecer esse gás é muito importante.

Segundo Soares, transformar o potencial regional em investimentos e contratos de maior duração também depende de regras previsíveis.

Quando você assume um compromisso de longo prazo, uma mudança na sistemática ou nas regras pode afetar muito a economia do projeto. Ter a certeza de que as regras estão bem estabelecidas é fundamental. É um momento muito oportuno, temos empresas querendo desenvolver esse mercado e temos gás disponível. O quanto antes conseguirmos trazer mais segurança jurídica, fiscal e regulatória, mais fácil será avançar, afirmou.