22 de setembro de 2026

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Meta tira controle de anúncios e varejistas aprendem a usar dados

Economia Marketing 22/09/2026 11:18 Assessoria Grupo HRZ

Plataforma da Meta remove opções manuais de distribuição de anúncios, forçando empresas a criarem novas estratégias de análise para manter a lucratividade e garantir que o tráfego barato gere vendas

Com as novas mudanças da Meta na automação de anúncios, o comércio eletrônico precisa recalcular sua estratégia para garantir que o tráfego barato se transforme em lucro real. Especialistas do Grupo HRZ explicam como usar ferramentas de relacionamento com clientes (CRM) e inteligência comercial para proteger as margens de lucro.

A Meta está reduzindo o controle dos anunciantes e aumentando o poder do algoritmo. A retirada gradual dos botões que permitem escolher onde os anúncios aparecem reduz a autonomia das empresas. Isso aumenta a pressão para medir com precisão a rentabilidade e o desempenho de cada campanha.

  • A Meta removeu a opção de escolher manualmente onde o anúncio aparece.
  • 139 milhões de brasileiros compram online, segundo estudo recente.
  • A plataforma passa a decidir automaticamente a distribuição do dinheiro.
  • Empresas precisam medir lucro real, não apenas cliques.
  • Dados próprios da loja se tornam essenciais para controle financeiro.

Meta reduz controle dos anunciantes e amplia poder do algoritmo

Com 139 milhões de brasileiros comprando pela internet, segundo a pesquisa da CNDL e do SPC Brasil divulgada em julho de 2026, quem investe em anúncios digitais precisa acompanhar o retorno com mais rigor. Desde agosto, algumas contas receberam avisos de que os filtros para bloquear locais de exibição dos anúncios deixaram de funcionar em alguns grupos.

p>Isso ampliou a automação na divisão da verba entre Facebook, Instagram, Messenger e o Audience Network. Hugo Silveira, estrategista de crescimento e cofundador do Grupo HRZ, uma empresa especializada em ajudar negócios a crescerem, explica a mudança. Para ele, a exclusão de 'placements', que são os espaços onde o anúncio aparece como Feed, Stories e Marketplace, não é só um ajuste técnico.

É sobre decidir onde o dinheiro é gasto. 'Se a empresa perde esse controle, precisa analisar melhor a conversão, o valor médio da venda, a margem de lucro e a receita total. Um anúncio barato não garante que a venda seja lucrativa', afirma o especialista.

Exclusão de placements muda a conta do varejo

Até 10 de setembro, a Meta não havia dito quando removeria essa função de todas as contas. Os manuais ainda mostram as opções manuais como alternativa ao sistema automático chamado Advantage+ placements, que é o recomendado pela própria plataforma. Especialistas relatam que a mudança já está afetando parte dos usuários e continua se expandindo.

Essa discussão é importante porque as redes sociais influenciam muito o que as pessoas compram. O estudo da CNDL e SPC Brasil mostra que 54% dos consumidores digitais nas capitais compraram por essas redes nos últimos 12 meses. A frequência das compras também subiu: 66% compraram no mês anterior à pesquisa, contra 54% na edição passada. A média de compras por mês subiu de 4,6 para 5,1.

Para Iury Borges, empreendedor e estrategista de vendas do Grupo HRZ, que cria planos de crescimento para lojas, o impacto atinge principalmente quem faz a maior parte das vendas em poucos dias. 'A exclusão de espaços é só uma parte. Se uma posição traz muitos cliques baratos, mas as pessoas não compram, o número parece bom, mas é ruim para a empresa. A análise deve focar no faturamento, marginal, valor da venda e estoque', ressalta Boris.

A distribuição automática também aumenta a importância de vídeos e imagens. Um anúncio feito para o feed pode ter resposta diferente no Stories ou Reels. Isso exige pensar em formato, duração e mensagem antes de publicar. Em testes da própria Meta, vídeos verticais (9:16) com som e elementos visuais na área segura tiveram custo por resultado 34,5% menor nos Reels compared to vídeos parados. Vale lembrar que esse dado é um teste interno da empresa, não uma média do mercado.

Dados próprios viram contrapeso à automação

Com menos opções manuais, cresce a necessidade de comparar o que a ferramenta mostra com o que realmente aconteceu após o clique. Compras no site, mensagens de WhatsApp, vendas na loja física e novos clientes que voltam a comprar fazem parte de uma mesma jornada e nem sempre aparecem no painel dos anúncios.

João Vinas, engenheiro e especialista em CRM, sócio do Grupo HRZ, que trabalha com dados e inteligência artificial, explica: 'Quanto mais automático, mais importante medir o que acontece fora da plataforma. É preciso saber de onde veio o cliente, se comprou, quanto gastou e se voltou. O gerenciador de anúncios mostra só um pedaço. O sistema de dados da loja e a saída de caixa precisam completar o quadro', afirma Vinas.

Para Hugo, essa mudança mostra o caminho que as grandes plataformas de publicidade estão tomando. 'Não adianta brigar com a tecnologia, mas também não dá para entregar a leitura do negócio só a ela. Se a automação tira o controle da campanha, o varejista precisa recuperar esse controle na medição, no conteúdo de divulgação e, principalmente, no lucro da venda', conclui o cofundador do Grupo HRZ.