Com 60% das pequenas indústrias tendo crédito negado, a Blips cria a Finza para conectar fabricantes e PMEs ao capital necessário para crescer, já com R$ 4 milhões emitidos em 2026.
A falta de crédito é um dos maiores obstáculos para o crescimento dos negócios no Brasil. Diante desse cenário, a Blips, empresa mineira com história de mais de R$ 750 milhões em crédito produtivo desde 2019, anunciou o lançamento da Finza. Essa nova fintech tem como objetivo principal facilitar a vida de quem fabrica e quem compra equipamentos, permitindo que indústrias ofereçam financiamento direto aos seus clientes.
A iniciativa surge de uma necessidade clara: muitos pequenos empreendedores não conseguem aprovação nos bancos tradicionais. A Finza busca mudar isso, oferecendo uma alternativa mais acessível e tecnológica para o acesso a recursos, essencial para quem quer expandir a própria atividade econômica.
- A Finza já emitiu R$ 4 milhões em crédito nos primeiros meses de 2026, projetando chegar a R$ 40 milhões no fim do ano.
- A nova empresa atende a um mercado onde 60% das pequenas indústrias têm seus pedidos de financiamento negados pelos bancos.
- O sistema usa tecnologia para rastrear equipamentos financiados, garantindo mais segurança e controle para as empresas.
- Parcerias iniciais foram fechadas com empresas como Rhino, Raízen Machine e Mak CNC para oferecer facilitação na compra de máquinas.
- A operação visa democratizar o crédito produtivo, conectando tecnologia, ativos reais e geração de receita para fortalecer a economia real.
Um novo modelo de crédito produtivo
A Finza não é apenas mais um app de banco, mas uma estrutura pensada para as indústrias. A ideia é que os próprios fabricantes ofereçam o financiamento como parte da venda, sem depender exclusivamente do cliente ter boa carta de crédito em instituições tradicionais. Isso torna o processo mais fluido e integrado à rotina comercial das empresas de médio e pequeno porte.
Adolfo Sortica, CEO da Blips, explica que a separação da operação foi estratégica. Percebemos que o modelo poderia atender outras cadeias produtivas além daquelas em que já estávamos atuando. Ao estruturar a fintech, conseguimos escalar mantendo governança, previsibilidade e controle de risco, afirma o executivo. A decisão permite que a tecnologia da Blips seja usada por parceiros de diversos segmentos, não apenas nos mercados de alimentação, impressão e estética onde a empresa já atuava.
Tecnologia e segurança no financiamento
O grande diferencial da Finza está na tecnologia. A operação usa um motor de análise de crédito próprio, o que significa que a avaliação é feita de forma personalizada e mais ágil. Além disso, os equipamentos financiados possuem tecnologias de monitoramento embarcadas, permitindo o rastreamento e controle remoto em tempo real. Isso reduz riscos de inadimplência e protege o patrimônio das empresas.
Esse conjunto de soluções cria um ambiente de confiança, onde o financeiro está ligado à operação da máquina ou equipamento. Para o pequeno empreendedor, a vantagem é clara: conseguir investir no seu negócio mesmo quando não atende aos critérios rígidos de crédito dos grandes bancos.
O mercado e as dificuldades de acesso ao crédito
Os dados mostram a urgência da situação. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) indica que 80% dos empresários apontam a dificuldade de financiamento, especialmente pelo alto custo dos juros, como principal barreira para crescer. Uma pesquisa do Simpi, em parceria com o Datafolha, revela que 60% das pequenas indústrias veem seus pedidos de crédito negados.
A indústria brasileira depende de capital produtivo para crescer, mas o modelo bancário tradicional nem sempre atende esse perfil. Estruturamos uma alternativa que conecta tecnologia, ativo real e financiamento direcionado à geração de receita, diz Ricardo Rocha, cofundador da Blips. A proposta é simplificar o acesso, tirando o cliente da burocracia e aproximando-o do investidor direto.
Crescimento e parcerias iniciais
Já com resultados expressivos, a Finza iniciou suas operações no fim de 2025 e nos primeiros meses de 2026 emitiu R$ 4 milhões em Cédulas de Crédito Bancário, um volume quatro vezes maior que o esperado inicialmente. A empresa fechou parcerias com a Rhino, Raízen Machine e Mak CNC, que agora oferecem essa forma de pagamento facilitada aos seus compradores.
A expectativa é de uma carteira de R$ 40 milhões até o fim de 2026. A Finza nasce para estruturar um novo ciclo de crédito produtivo no país, onde tecnologia, controle e geração de receita caminham juntos. Ao conectar indústrias consolidadas ao microempreendedor, ampliamos o acesso ao investimento produtivo, conclui Rocha.

Finza nasce da operação da Blips para conectar fabricantes de equipamentos a micro e pequenos empreendedores





