Especialista explica como a mudança no sistema fiscal brasileiro pode reduzir o período de retenção de tributos, impactando o capital de giro das médias empresas e exigindo ajustes em prazos com fornecedores e clientes.
A implementação da Reforma Tributária pode provocar uma mudança silenciosa, mas relevante, na gestão financeira das empresas: a redução do tempo em que recursos correspondentes aos tributos permanecem no caixa antes do recolhimento.
A sugestão é explorar uma questão ainda pouco discutida na cobertura da Reforma Tributária: o impacto do novo sistema sobre o financiamento da operação empresarial.
Principais pontos de atenção para o capital de giro
- O novo modelo fiscal encurta o tempo em que a empresa mantém o dinheiro dos impostos em conta antes de pagar o governo.
- Pequenas e médias empresas precisarão revisar a forma como calculam e gerenciam o capital de giro.
- Negotiantes de prazos com fornecedores e clientes devem ser ajustados para evitar prejuízos financeiros.
- Políticas de estoque e escolha de fontes de financiamento precisarão de uma nova estratégia.
- A maioria das médias empresas no Brasil não tem o mesmo acesso a crédito e poder de negociação das grandes corporações.
Na prática, a mudança pode exigir que empresas revejam sua estrutura de capital de giro, prazos negociados com fornecedores e clientes, política de estoques e até suas fontes de financiamento.
Desafios específicos para as médias empresas
O tema é especialmente relevante para as médias empresas, a maioria no Brasil, que movimentam valores expressivos, mas não necessariamente têm o mesmo acesso a crédito, poder de negociação e diversidade de fontes de financiamento das grandes corporações.
É importante informar agora, como se preparar antecipadamente o impacto da Reforma sobre o fluxo de caixa.

Economia (IA)


